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Corumbá - MS | Segunda-feira, 2 de novembro de 2026 | 21:08

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Política

Ana Elisa e irmão de Cleitinho divergem sobre quem encarece combustíveis

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Os deputados eleitos Ana Elisa (PT-MG) e Gleidison Azevedo (Republicanos-MG), irmão do senador Cleitinho (Republicanos-MG), disseram versões diferentes sobre o aumento dos preços dos combustíveis.

Deputada atribui aumento previsto para fevereiro de 2027 à elevação do ICMS aprovada pelos Estados; deputado responsabiliza governo Lula.

Enquanto a deputada atribuiu a alta à elevação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), Gleidison responsabilizou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela política tributária sobre os combustíveis.

O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, aprovou na 3ª feira (27.out. 2026) o reajuste das alíquotas do ICMS sobre combustíveis.

A decisão foi tomada em conjunto por representantes dos governos estaduais de diferentes espectros políticos, inclusive administrações alinhadas ao presidente Lula.

Os novos valores entrarão em vigor em 1º de fevereiro de 2027.

Em sua publicação, Ana Elisa afirmou que o aumento do imposto estadual não é de responsabilidade do governo federal. A deputada defendeu as medidas adotadas pelo governo Lula para reduzir o preço dos combustíveis e disse que a gestão petista zerou os tributos federais sobre os produtos, além de ampliar subsídios para a gasolina, o etanol e o diesel.

Ana Elisa também criticou os governos estaduais por não adotarem medidas semelhantes e afirmou que a decisão de aumentar o ICMS transfere custos à população. Ela defendeu que os eleitores considerem a atuação dos governos estaduais na escolha de seus candidatos nas próximas eleições.

Em resposta, Gleidison disse que Ana Elisa tenta retirar do governo federal a responsabilidade pela alta dos combustíveis.

O congressista afirmou que o preço do petróleo quase dobrou em março de 2026 por causa da guerra dos Estados Unidos contra o Irã, o que teria provocado a alta da gasolina e do diesel.

Também reconheceu que o governo Lula zerou os impostos federais sobre os combustíveis.

Em 9 de outubro de 2026, o governo federal anunciou a desoneração integral dos tributos federais sobre a gasolina e a criação de novas subvenções ao etanol e ao diesel importado.

As iniciativas foram anunciadas pouco mais de duas semanas antes do 2º turno das eleições, realizado em 25 de outubro, e tiveram duração inicial de 30 dias. Gleidison classificou a decisão como “eleitoreira”.

Gleidison afirmou ainda que o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL) também havia zerado os tributos sobre os combustíveis e que o governo Lula retomou a cobrança em janeiro de 2023.

Para ele, a deputada não mencionou esse histórico ao defender as medidas adotadas pela atual gestão.

A gestão petista mantém subsídios aos combustíveis desde abril.

A subvenção adicional ao diesel também tem como objetivo estimular as importações e garantir o abastecimento interno.

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