Com crédito rural mais lento, margens pressionadas e falta de mão de obra, empresas devem antecipar gargalos.
Setembro marca a transição para um novo ciclo no agronegócio brasileiro e, para muitas empresas do setor, o período representa muito mais do que o início de uma nova safra.
É também uma oportunidade para revisar equipes, orçamento, fluxo de caixa, processos, capacidade operacional e estrutura de gestão antes do aumento das atividades nos meses seguintes.
Ao mesmo tempo, a disponibilidade de mão de obra segue como um dos principais desafios do setor. Estudo encomendado pelo Sistema CNA/Senar mostra que 94,8% dos produtores consultados enfrentam algum tipo de dificuldade para contratar trabalhadores, enquanto 44,5% apontam a disponibilidade de mão de obra como o principal problema do setor.
Para Filipe Cardoso, Head de Produto do agronegócio na Senior Sistemas, esse cenário reforça a importância de preparar a gestão antes que o aumento da operação pressione os processos.
A própria dimensão da produção brasileira ajuda a explicar o desafio. De acordo com o 12º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 deve alcançar 361,7 milhões de toneladas de grãos, alta de 2,6% em relação à temporada anterior, com área plantada de 83,5 milhões de hectares.
Nesse contexto, o executivo destaca quatro frentes que merecem atenção das empresas antes do pico da operação.
O aumento das atividades na safra costuma vir acompanhado da necessidade de ampliar a força de trabalho, contratar profissionais temporários, organizar jornadas e garantir que a folha de pagamento reflita corretamente a expansão do quadro.
O desafio é ainda maior em um mercado no qual a contratação de trabalhadores já está entre os principais gargalos do agro. Por isso, antecipar processos de recrutamento e admissão, organizar documentos, jornadas e informações trabalhistas e ampliar o controle da folha de pagamento pode evitar que a ampliação do quadro gere sobrecarga administrativa.
A virada de safra também representa uma mudança importante no fluxo financeiro das empresas. Entram no planejamento novas despesas com insumos, contratação de mão de obra, máquinas, manutenção, logística e demais custos operacionais, ao mesmo tempo em que permanecem compromissos relacionados ao ciclo anterior.
Nesse ambiente, planejamento orçamentário, acompanhamento do fluxo de caixa, controle de custos e visibilidade sobre as movimentações financeiras tornam-se fundamentais para orientar decisões no decorrer do ciclo.
Soluções de gestão financeira podem contribuir justamente no backoffice, centralizando informações e ampliando a previsibilidade sobre receitas, despesas, orçamento e compromissos à medida que o negócio ganha escala.
Mais compras, vendas, movimentações de mercadorias e transações significam maior volume de informações e obrigações fiscais. Na preparação para a safra, a estrutura fiscal precisa estar pronta para acompanhar esse ritmo sem fazer com que a expansão das transações resulte em mais riscos e tarefas manuais.
A preparação se torna ainda mais complexa diante da transformação que a Reforma Tributária trará para as empresas. Nesse contexto, o Senior Inteligência Tributária apoia as empresas na análise das informações fiscais, na identificação de oportunidades e riscos e no acompanhamento das mudanças que afetam o negócio.
Para empresas do agro, o desafio é integrar a gestão fiscal ao planejamento da operação, evitando que as obrigações tributárias sejam tratadas apenas depois que as movimentações já ocorreram.
Além do backoffice, a preparação para a safra passa diretamente pela capacidade de gerenciar as atividades no campo. Produtividade, controle, integração de informações e monitoramento dos processos são fatores que ganham relevância à medida que o ritmo de trabalho aumenta.
As soluções de Gestão Agro da Senior, com ferramentas voltadas a diferentes etapas do negócio, dentro e fora da porteira, atendem o produtor rural, cooperativa, agroindústria ou revenda.
A integração dessas frentes permite que as empresas tenham mais visibilidade da operação e conduzam os processos de forma estruturada, conectando informações da gestão agrícola ao monitoramento dos resultados.
Em números
- Temporada anterior, com área plantada de 83,5 milhões de hectares
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