Cristina Fiuza foi acordada de madrugada com ligações após imagem íntima falsa ser publicada em seu Facebook.
A vice-prefeita de Sidrolândia, Cristina Fiuza (MDB), afirma ter sido vítima de um ataque virtual após uma imagem íntima manipulada digitalmente, supostamente produzida com inteligência artificial, ser publicada em seu perfil pessoal no Facebook.
Segundo nota divulgada pela defesa nesta quarta-feira (21), a publicação foi feita sem seu conhecimento ou autorização, após uma suposta invasão da conta na rede social.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (21), a defesa nega a autoria, fala em montagem criminosa e diz que medidas jurídicas serão adotadas contra os responsáveis.
O texto cita violação à intimidade, pede que o conteúdo não seja compartilhado e menciona a lei sobre violência política contra a mulher. Autoria e boletim de ocorrência não foram informados.
De acordo com o comunicado, a vice-prefeita foi surpreendida durante a madrugada por dezenas de ligações telefônicas. Ao atender uma delas, recebeu de uma amiga a informação de que uma imagem atribuída a ela, expondo partes íntimas do corpo, havia sido publicada em seu perfil.
A vice-prefeita nega ter feito a publicação e afirma que a imagem não é verdadeira, classificando o episódio como uma montagem criminosa. A defesa sustenta que terceiros invadiram a conta e a utilizaram indevidamente.
O advogado Alexandre Oliveira, que assina a nota, informa que as providências jurídicas cabíveis estão sendo adotadas para identificar e responsabilizar os autores da invasão e da montagem, além de eventuais envolvidos na divulgação do conteúdo.
Na manifestação, a defesa classifica o episódio como uma violação à intimidade, à dignidade, à honra e à imagem da vice-prefeita. O comunicado também alerta que a circulação de imagens íntimas, inclusive as manipuladas digitalmente, pode gerar responsabilização criminal e civil, conforme as circunstâncias do caso.
A nota menciona o artigo 216-B do Código Penal, que trata do registro não autorizado da intimidade sexual e prevê punição para a realização de montagens destinadas a inserir uma pessoa em cena de nudez ou de caráter sexual.
A defesa também cita o artigo 218-C, que criminaliza, nas hipóteses previstas em lei, a divulgação não consentida de cenas de sexo, nudez ou pornografia.
Segundo o comunicado, o compartilhamento e a republicação de imagens íntimas manipuladas podem ampliar os danos à vítima e resultar em responsabilização. Por isso, a defesa pede que a população, os veículos de comunicação e os usuários das redes sociais não reproduzam o conteúdo.
A vice-prefeita lamentou o episódio e afirmou, por meio da nota, que ataques desse tipo não atingem apenas sua reputação pessoal, mas também evidenciam a violência digital sofrida por mulheres.
O comunicado destaca que a situação ganha relevância por envolver uma mulher que ocupa um cargo político. Segundo a defesa, a exposição vexatória pode ser utilizada como instrumento de intimidação, constrangimento e tentativa de descredibilização de mulheres que exercem funções públicas.
A nota também menciona a Lei Federal nº 14. 192/2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher. A eventual aplicação da legislação ao caso, segundo o advogado, dependerá da identificação dos responsáveis, de suas motivações e da finalidade da conduta.
A defesa afirma que divergências políticas não justificam ataques à intimidade ou à dignidade e reforça a confiança nas instituições e na Justiça para a responsabilização dos envolvidos.
Até a divulgação da nota, não foram apresentados detalhes sobre a autoria da invasão ou da montagem, nem informações sobre a identificação dos responsáveis. O comunicado não informa se houve registro de boletim de ocorrência ou se a plataforma já foi formalmente acionada.
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