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Polícia

Preso pela PF por esquema de R$ 10 milhões com iPhones ameaçava clientes com armas e ostentava luxo nas

Grupo importava produtos do Paraguai, vendia de forma parcelada sem emissão de nota fiscal e, segundo a PF, ameaçava clientes que não pagavam as dívidas.

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Preso pela PF por esquema de R$ 10 milhões com iPhones ameaçava clientes com armas e ostentava luxo nas

Preso pela PF vendia iPhones de forma ilegal e ostentava luxo nas redes sociais.

Jefferson Pereira da Silva, terceiro investigado, não foi preso, mas deverá usar tornozeleira eletrônica e cumprir outras medidas cautelares.

Segundo informações obtidas pelo g1 junto à PF, o grupo importava os produtos do Paraguai de forma ilegal e os revendia parcelados, com cobrança de juros. As vendas eram feitas sem emissão de nota fiscal e sem o uso de cartão de crédito ou boleto.

O g1 entrou em contato com a defesa de Vitor Baptista Borges Neto e Luciano Henrique de Almeida, que afirmou que não teve acesso aos autos até o momento. O g1 não localizou a defesa de Jefferson Pereira da Silva.

Ainda de acordo com a investigação, Vitor era responsável por divulgar os produtos e realizar as vendas nas redes sociais. Ele também publicava imagens ostentando uma vida de luxo.

Nas imagens acima, Vitor aparece em vídeos mostrando a rotina de vendas e anunciando os produtos nas redes sociais. Em uma das publicações, ele divulgou a venda de aparelhos e escreveu na legenda.

Quase meio milhão em tecnologia. Natal tá chegando. Comenta 'quero' pro seu iPhone chegar aí antes do Natal. O resto deixa comigo.

Conforme a PF, os integrantes mantinham um controle informal das vendas e, quando os clientes não pagavam as parcelas, retomavam as mercadorias e faziam cobranças pessoalmente e por meio de mensagens.

A investigação aponta ainda que as cobranças eram acompanhadas de ameaças e intimidações, inclusive com o uso de armas de fogo. Segundo a PF, há registros de ocorrências envolvendo disparos de arma para ameaçar e coagir pessoas que não haviam quitado as dívidas.

Segundo a PF, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva na Operação Nexum. Todas as ordens foram cumpridas em Campo Grande e autorizadas pela 5ª Vara Federal da capital.

Jefferson é o terceiro investigado alvo da operação. A Justiça determinou medidas cautelares contra ele, incluindo a proibição de frequentar a região de fronteira, de manter contato com os demais investigados e o uso de tornozeleira eletrônica.

A apuração também encontrou indícios de que o grupo estaria envolvido em empréstimos informais, extorsão, tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

Além das prisões e dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores relacionados aos investigados.

Também foi autorizado o sequestro de quatro veículos e a suspensão das atividades de três empresas que, segundo a investigação, eram utilizadas pela organização.

Em números

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