Ir para o conteúdo
Polícia

Médica é presa por engano em aeroporto e vive 21 dias de desespero em MS

Moradora de Dourados estava com o marido e a filha de seis meses quando foi presa. Erro foi descoberto após análise dos dados do processo.

2 min de leitura
Médica é presa por engano em aeroporto e vive 21 dias de desespero em MS

A médica Ana Paula Nunes dos Santos, de 27 anos, foi presa por engano no Aeroporto Internacional Ueze Elias Zahran, em Campo Grande, ao voltar de férias na Bahia com a família.

Ela foi confundida com outra mulher que tem o mesmo nome e passou duas noites na prisão e 19 dias com tornozeleira eletrônica.

Moradora de Dourados, Ana Paula procurou a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul após ser liberada em audiência de custódia. A análise do caso mostrou que a mulher procurada pela polícia tinha o mesmo nome, mas outro Cadastro de Pessoa Física (CPF) e dados pessoais diferentes.

Ana Paula estava acompanhada do marido e da filha de seis meses quando foi abordada por agentes da Polícia Federal. Segundo ela, desde o início tentou explicar que não era a pessoa procurada.

A médica passou duas noites presa. Depois da audiência de custódia, foi liberada, mas precisou usar tornozeleira eletrônica.

De volta a Dourados, Ana Paula procurou a Defensoria. Durante a análise do processo, os defensores identificaram que duas mulheres com o mesmo nome estavam vinculadas ao caso.

Ana Paula nasceu em 1999 e tem CPF, filiação e outros dados pessoais diferentes dos da mulher que participou do processo criminal e apresentou defesa.

Os documentos analisados pela Defensoria também mostraram que a moradora de Dourados nunca havia sido citada no processo, apresentado defesa ou participado da ação penal.

Ela só descobriu a existência do caso quando foi presa no aeroporto.

Após confirmar o erro, a Defensoria Pública levou o caso ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) por meio de um habeas corpus. A instituição pediu a retirada da tornozeleira, o fim das restrições impostas à médica e a correção dos registros do processo.

Ana Paula permaneceu 19 dias com a tornozeleira eletrônica. Durante esse período, continuou trabalhando como servidora pública municipal em Dourados.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Polícia