Alexandre Vale Silva, ex-proprietário da Top Perfumaria e Cosméticos, uma das empresas alvo de hoje.
Antes de entrar no radar da Operação Perfume de Mulher, deflagrada nesta terça-feira para investigar um suposto esquema de importação irregular de perfumes, Alexandre Vale Silva, que já foi proprietário da Top Perfumaria e Cosméticos, acumulava 3 processos na Justiça Federal envolvendo apreensões de perfumes estrangeiros.
A Operação Perfume de Mulher, deflagrada nesta terça-feira pela Receita Federal, MPF e MPMS, cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco para investigar importação irregular de perfumes.
Os episódios ocorreram entre novembro de 2023 e fevereiro de 2025, conforme dados da 3ª Vara Federal de Campo Grande e tinham como ponto em comum a Top Perfumaria, que aparece vinculada a Alexandre nos processos.
No terceiro episódio, em fevereiro de 2025, encomendas com perfumes estrangeiros foram identificadas durante fiscalização em uma transportadora de Campo Grande.
Em um dos processos, referente à apreensão de 2023, Alexandre chegou a ser condenado por descaminho. A Justiça Federal fixou pena de um ano de reclusão, substituída por prestação de serviços à comunidade.
A defesa de Alexandre sustentou nos processos que ele não tinha conhecimento de eventual irregularidade e afirmou que os produtos eram adquiridos de fornecedores nacionais, com funcionários responsáveis por compras e emissão de documentos.
O advogado dele, Preslon Barros Manzoni, confirmou o cumprimento do mandado de busca e apreensão nesta manhã.
Atualmente, a empresa está em nome do empresário Romulo Maicon Antunes Moraes, que já responde, também na Justiça Federal, a processo por falsidade ideológica. Ele nasceu no Paraná, mas mantém empresas em Campo Grande e São Paulo (SP).
O advogado dele, Ricardo Augusto Nascimento Pegolo dos Santos, disse que Romulo não foi alvo da operação e a aquisição da empresa por seu cliente foi desfeita quando descobriu os problemas envolvendo as apreensões e crimes.
Pernambuco - Além de Alexandre, a operação também alcançou empresários ligados ao Grupo Top, de Pernambuco. Entre os nomes estão os irmãos Edson Segovia Gois e Emerson Segovia Gois, apontados como responsáveis pela empresa pernambucana.
Segundo a defesa, ainda não houve acesso integral aos autos da investigação, o que impediria uma análise completa sobre as medidas cumpridas. Os advogados também solicitaram que eventuais referências ao Grupo Top sejam acompanhadas da manifestação oficial da empresa.
A operação foi deflagrada pela Receita Federal, MPF (Ministério Público Federal) e MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) com cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco.
Em números
- Investigado em fraude de perfumes já foi preso com 1,2 mil itens contrabandeados
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