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Polícia Revisado por ULTRA AI

Influencer Eduardo Razuk movimentou R$ 100 milhões em rifas ilegais de carros de luxo em seis meses, diz

Além de Eduardo Razuk, o irmão dele, Rafael Razuk, e outros dois homens, do Rio de Janeiro e da Paraíba, foram presos na operação que investiga lavagem de dinhe

4 min de leitura
Influencer Eduardo Razuk movimentou R$ 100 milhões em rifas ilegais de carros de luxo em seis meses, diz

Eduardo Razuk: influencer é preso por fazer rifas ilegais de carros de luxo.

Frota milionária com carros de luxo foi apreendida em galpão de influencerGolf-GTI: Razuk tinha coleção de carros vindos da Europa para MS.

Em nota, a defesa de Eduardo e Rafael afirmou que não teve acesso à investigação nem à decisão judicial, mas disse que os sorteios realizados eram legais. Leia a íntegra da nota no fim desta reportagem.

A investigação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc) aponta que o grupo realizava sorteios sem autorização nas redes sociais e usava empresas para tentar dar aparência de legalidade aos valores, lavando o montante milionário obtido com as rifas.

Segundo a polícia, os presos são suspeitos de envolvimento nos seguintes crimes.

Prática de rifas ilegais - realização de sorteios de carros de luxo sem a devida autorização legal ou por meio de entidades sem competência para tal;Lavagem de dinheiro - uso de empresas no Rio de Janeiro e na Paraíba para sofisticar o esquema, apagar o histórico ilícito e dar uma falsa aparência de legalidade aos valores arrecadados, que ultrapassaram cem milhões de reais em seis meses;Associação criminosa - formação de esquema coordenado entre os investigados e empresas de diferentes estados para burlar a fiscalização.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão nos três estados.

De acordo com Cunha, entre 2019 e 2025, a atuação do grupo estava concentrada em Campo Grande. Nesse período, os investigados teriam realizado vários sorteios sem autorização e movimentado o dinheiro obtido com a prática.

A partir de 2025, o grupo teria mudado de estratégia. Segundo a polícia, após operações contra influenciadores envolvidos com rifas sem autorização em diferentes estados, os investigados passaram a buscar formas de dificultar a identificação da origem do dinheiro e dar aparência de legalidade aos sorteios.

Foi nesse contexto que, segundo a polícia, os irmãos teriam se associado a uma empresa do Rio de Janeiro e a outra da Paraíba.

Segundo o delegado, a empresa do Rio de Janeiro fazia a intermediação entre influenciadores digitais e a empresa da Paraíba. Conforme a investigação, a estrutura seria usada para criar uma suposta autorização para os sorteios.

Segundo Cunha, a entidade envolvida não teria autorização para permitir esse tipo de sorteio.

Com o avanço da investigação, a Polícia Civil pediu medidas cautelares contra os envolvidos. Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens que podem estar relacionados ao esquema.

Os 22 veículos de alto padrão apreendidos em Campo Grande foram alvo de sequestro judicial. Também foram determinadas medidas sobre imóveis e contas bancárias. Segundo a polícia, os bens poderão ser perdidos caso os investigados sejam condenados.

As buscas também tiveram como objetivo apreender celulares, computadores e outros dispositivos que possam ajudar a esclarecer como o grupo funcionava. O material será analisado pela polícia.

A investigação também deve verificar se há outros envolvidos e identificar possíveis novos crimes relacionados ao esquema.

O delegado explicou que, em princípio, quem comprou as rifas ou recebeu algum prêmio não será responsabilizado criminalmente apenas por participar dos sorteios.

A situação pode ser diferente se houver comprovação de envolvimento dessas pessoas com as práticas criminosas.

Segundo Cunha, a falta de autorização também impede a fiscalização dos sorteios. Com isso, não é possível verificar, por exemplo, se houve fraude ou se dinheiro de outros crimes foi misturado aos valores movimentados pelas rifas.

A investigação continua com a análise do material apreendido. As contas usadas pelos investigados nas redes sociais também podem ser bloqueadas se ficar comprovado que foram utilizadas para a prática dos crimes.

Os advogados Tiago Bunning e Heitor Matos, que representam os envolvidos, enviaram uma nota ao g1. Veja na íntegra.

Ainda não temos acesso à investigação e a decisão judicial, mas podemos antecipar que os sorteios realizados são legais. A operação respeita todo o regramento específico do setor, não havendo qualquer irregularidade.

Após ter acesso ao procedimento podemos prestar novos esclarecimentos.

Em números

  • Influencer Eduardo Razuk movimentou R$ 100 milhões em rifas ilegais de carros de luxo em seis meses

Fontes

Informação baseada em material público de G1 MS, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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