Uma propriedade rural às margens da MS-162, na região da Gleba Uirapuru, em Dourados (MS), foi ocupada por indígenas desde segunda-feira (17). A situação terminou em confronto com a Polícia Militar e na prisão de cinco indígenas na tarde de quarta-feira (19), segundo a polícia.
A ocupação foi registrada em boletim de ocorrência na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) de Dourados.
Na manhã de quarta-feira, equipes da Força Patrulha, Força Tática e do Grupo Especializado Tático de Motos (Getam) foram até a propriedade para garantir a segurança dos funcionários da fazenda.
Segundo a polícia, quando os agentes se aproximaram do grupo, foram recebidos com pedras e flechas. Os indígenas, ainda conforme o registro policial, fugiram para uma área de mata próxima.
Durante a ação, os policiais apreenderam duas lanças, uma foice, um facão, duas facas e cinco objetos artesanais usados para perfurar pneus, conhecidos como "miguelitos.
No período da tarde, um policial ficou ferido ao intervir em uma situação de ameaça contra funcionários da propriedade, segundo a polícia.
Horas depois, foram identificados focos de incêndio na região. Conforme a ocorrência policial, os incêndios teriam sido provocados por indígenas.
Houve um novo confronto entre policiais e manifestantes. Ao fim da ação, cinco indígenas foram presos. Eles são investigados por resistência, incêndio e lesão corporal contra agentes de segurança.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio da Coordenação Regional de Dourados, informou que tem conhecimento da presença da Comunidade Indígena Aratikuty na região.
Segundo a Funai, após receber informações de lideranças indígenas e do Programa de Proteção aos Direitos Humanos sobre a suposta existência de um conflito, passou a acompanhar a situação dentro de suas atribuições e em parceria com a Força Nacional.
A fundação informou ainda que as informações apuradas estão sendo encaminhadas aos órgãos competentes e que continuará acompanhando o caso.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 MS, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.