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Polícia

Homem feito refém é ex-guarda preso pela PF com R$ 130 mil em espécie

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Homem feito refém é ex-guarda preso pela PF com R$ 130 mil em espécie

Marcelo Raimundo da Silva, de 40 anos, foi pego entregando dinheiro de contrabando a investigador.

O homem feito refém por uma dupla armada na noite desta quarta-feira (9), na Moreninha, em Campo Grande, é o ex-guarda civil metropolitano Marcelo Raimundo da Silva, de 40 anos.

Ex-guarda civil metropolitano Marcelo Raimundo da Silva, de 40 anos, foi feito refém por uma dupla armada na noite de quarta-feira (9), na Moreninha, em Campo Grande.

Câmeras de segurança registraram a movimentação. Nas imagens, dois veículos entram na garagem e, poucos segundos depois, os dois suspeitos saem do terreno baldio, correm abaixados e entram no imóvel antes que o portão seja completamente fechado.

Um dos criminosos aparece apontando uma arma para um dos homens que estava próximo à porta da casa. Ele revira a cintura da vítima, aparentemente para verificar se ela estava armada.

Histórico - O roubo desta quarta-feira envolve um homem que já havia sido investigado e preso em ocorrências relacionadas ao contrabando e descaminho. Em fevereiro de 2022, quando ainda era guarda civil metropolitano, Marcelo foi preso durante uma operação que identificou um comboio de veículos carregados com mercadorias ilegais na região de Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande.

Marcelo estava entre os quatro presos na operação. Outros oito suspeitos conseguiram fugir.

Três anos depois, em novembro de 2025, o ex-guarda voltou a ser preso, desta vez durante uma investigação da Polícia Federal sobre o pagamento de dinheiro a um investigador da Polícia Civil.

Conforme a investigação da PF, o dinheiro estaria relacionado à compra de mercadorias contrabandeadas que haviam sido apreendidas e posteriormente desviadas. A investigação apontou Marcelo como comprador dos produtos.

Na época, o delegado da Polícia Federal descreveu Marcelo como “contrabandista contumaz” durante os procedimentos do caso.

O processo - Marcelo, Augusto e Ana Cláudia Olazar, mulher do ex-guarda, foram denunciados à Justiça Federal por corrupção. Augusto respondia por corrupção passiva, enquanto Marcelo e Ana Cláudia eram acusados de corrupção ativa e concurso de pessoas.

Marcelo, por sua vez, afirmou que apenas havia feito um favor a um terceiro ao sacar e entregar o dinheiro. A mulher dele também apresentou outra versão e disse que o valor seria utilizado na compra e venda de veículos.

Em agosto deste ano, o juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini absolveu os três envolvidos das acusações de corrupção. O magistrado reconheceu que a entrega do dinheiro havia ocorrido e que a quantia tinha origem ou finalidade ilícita, mas considerou que não havia provas suficientes de que o pagamento estivesse relacionado à função pública exercida pelo investigador.

Mesmo após a absolvição na ação criminal, Augusto foi demitido da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. A decisão administrativa foi publicada nesta quarta-feira (9), um dia antes do roubo envolvendo Marcelo.

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