Segundo a defesa de Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, saída de casa minutos antes foi "pura coincidência.
Delegado Hoffman D'Ávila se apresentou à Corregedoria da Polícia Civil após ser alvo da Operação Infiltrados, do Gaeco, que investiga desvio de drogas apreendidas por agentes de segurança.
Seu advogado nega que ele soubesse da operação e afirma que sua saída de casa antes da chegada dos investigadores foi coincidência. A defesa aguarda acesso aos autos para pedir a revogação da prisão.
De acordo com o defensor, Hoffman ainda não sabe quais acusações são atribuídas a ele porque a investigação tramita sob sigilo e a defesa não teve acesso aos autos.
Não está entendendo nada do que aconteceu”, afirmou Amilton. Segundo ele, a expectativa é que o conteúdo da investigação seja disponibilizado na próxima semana.
O advogado também voltou a negar que Hoffman soubesse antecipadamente da operação. Pela manhã, equipes do Gaeco foram até a casa do delegado, no Carandá Bosque, mas não o encontraram.
Amilton afirmou que o policial havia dormido na residência e saiu por volta das 5h, antes da chegada dos investigadores.
Amilton reforçou que a saída não teve relação com a operação. “Não é por conta da operação, é que ele não sabia, entendeu? Foi uma coincidência ele ter saído”, afirmou.
O advogado também disse que não sabe para onde Hoffman será encaminhado após a apresentação na Corregedoria.
Com o acesso aos autos, a defesa pretende pedir a revogação da prisão ao juiz responsável pelo caso. “Vou entrar e pedir reclamação de prisão para o próprio juiz, explicar que ele tem as condições de responder esse processo em liberdade”, afirmou.
A Operação Infiltrados investiga um suposto esquema envolvendo agentes de segurança pública e traficantes para o desvio de drogas apreendidas, principalmente cocaína.
Ao todo, são cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
Conforme o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a investigação começou em outubro de 2025, a partir de provas e desdobramentos das operações Traquetos e Blindspot.
Entre os alvos estão policiais civis, policiais militares, um policial penal e um ex-policial civil.
A suspeita é de que integrantes do grupo tenham usado o acesso proporcionado pelos cargos públicos para retirar entorpecentes apreendidos em operações policiais e recolocá-los no mercado ilegal.
Como a investigação tramita sob sigilo, a defesa afirma que ainda aguarda acesso ao conteúdo dos autos para conhecer as acusações feitas contra Hoffman.
Também foram presos o policial militar Alison Lemes Bezerra, o policial penal Vitor Ribeiro Venancio dos Santos, que já estava preso, além de Valdenice da Silva Goes, mãe de Lucas da Silva dos Santos, o "LK", e Ana Carolina da Silva dos Santos, irmã de "LK.
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