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Polícia

Celular esquecido levou polícia a grupo que espancou vigia e roubou carros

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Polícia — imagem padrão

Seis homens foram denunciados pelo assalto e plano era levar veículos da prefeitura para o Paraguai.

Uma fotografia exibida na tela de um celular esquecido em um dos veículos roubados da Seinfra (Secretaria Municipal de Infraestrutura) de Rio Brilhante, a 161 quilômetros de Campo Grande, foi o detalhe que levou a Polícia Civil ao grupo acusado de invadir o local, espancar um vigilante e levar dois carros.

Na quinta-feira (17), Paulo André Aquino de Lima, apontado como mentor do crime, foi preso.

Uma fotografia exibida na tela de um celular esquecido em um veículo roubado levou a polícia ao grupo que invadiu a Seinfra de Rio Brilhante, espancou um vigilante e furtou dois carros públicos em agosto.

Paulo André Aquino de Lima, apontado como mentor, foi preso na quinta-feira (17) com uma pistola 9mm. O MPMS denunciou seis homens por associação criminosa e roubos majorados.

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou seis homens por participação no crime ocorrido na madrugada de 16 de agosto. A denúncia aponta que o crime não foi uma ação improvisada.

Para a acusação, houve planejamento prévio, divisão de tarefas e recrutamento de pessoas de diferentes cidades para executar o roubo.

De acordo com a denúncia, os cinco executores chegaram a Rio Brilhante na noite de 15 de agosto e seguiram diretamente para a residência de Paulo André. No local, o grupo teria discutido como o crime seria executado e escolhido como alvo os veículos mantidos no pátio da Secretaria Municipal de Infraestrutura.

O plano previa que parte dos envolvidos invadisse o local para render o vigia armado, enquanto os demais permaneceriam do lado de fora dando cobertura à ação. Após dominar o funcionário, os suspeitos procurariam as chaves dos automóveis e levariam os veículos escolhidos.

Ainda segundo a acusação, três integrantes do grupo entraram no pátio durante a madrugada usando capuzes e blusas de frio para dificultar a identificação. O vigilante foi surpreendido e rendido sob ameaça de arma de fogo.

O Ministério Público afirma que os invasores apontaram a arma para a cabeça do trabalhador e o ameaçaram de morte.

Em seguida, ele foi derrubado no chão e agredido com diversos chutes, principalmente na região da cabeça e dos olhos. As agressões foram tão intensas que a vítima ficou próxima de perder a consciência.

Além da violência física, os assaltantes também levaram o celular e um relógio pertencentes ao vigilante.

Depois, amarraram a vítima a uma cadeira para impedir que ela acionasse ajuda. Com o vigilante dominado, os criminosos passaram a procurar as chaves dos veículos.

Como não encontraram acesso aos escritórios, utilizaram as chaves disponíveis na guarita e começaram a testá-las nos automóveis estacionados no local.

A ação terminou com o roubo de dois veículos pertencentes ao poder público: um Chevrolet Prisma e uma Chevrolet Spin. Após conseguirem ligar os carros, os integrantes do grupo deixaram o local e consumaram o roubo.

Contudo, segundo a denúncia, o plano começou a desmoronar poucas horas depois. Os veículos foram abandonados e os suspeitos seguiram para a rodoviária de Rio Brilhante com a intenção de retornar para suas cidades de origem.

Celular esquecido - Enquanto os suspeitos tentavam deixar a cidade, a Polícia Militar localizou um dos veículos roubados, o Prisma, em uma área de mata na Avenida Prefeito Theofanes.

Dentro dele estavam o celular da vítima e outro aparelho pertencente a João Vitor Conceição Barros. A identificação ocorreu por meio da foto exibida na tela do telefone.

Com a pista, investigadores seguiram até a rodoviária, onde encontraram os cinco suspeitos reunidos. Conforme a denúncia, a partir da identificação de João Vitor foi possível relacionar os demais envolvidos ao roubo e efetuar as prisões.

Além disso, a investigação também identificou Marcos Antonio Costa Diniz em imagens registradas por câmeras de segurança próximas ao local do crime. Na ocasião, também foram presos Adailton dos Santos Pena, Lucas Gabriel Nuvens da Silva e Victor Lucas Borges da Silva.

Mandante - Ontem, Paulo André foi preso durante cumprimento de mandado judicial. Na ocasião, a equipe policial também encontrou uma pistola calibre 9 milímetros e 14 munições.

O caso resultou em nova autuação por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Na denúncia já apresentada à Justiça, o Ministério Público atribui a ele o papel de articulador da ação criminosa, responsável por reunir os integrantes, definir o alvo e coordenar a execução do roubo.

O atentado aconteceu na Rua Angelo Sinigel, no Bairro Benedito Rondon, em Rio Brilhante. Ele estava com dois amigos quando outros dois homens chegaram em uma motocicleta chamando ele pelo nome e efetuaram os disparos.

Antes disso, ele já havia sido vítima de outros dois atentados em um curto intervalo de tempo. Mas não há detalhes dos outros casos.

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