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Renault Boreal acumula prêmios, mas não decola em vendas; g1 testou e mostra prós e contras

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Renault Boreal acumula prêmios, mas não decola em vendas; g1 testou e mostra prós e contras

O Renault Boreal chegou em 2025, enfileirou alguns prêmios e criou expectativa de um novo capítulo para a marca junto com o irmão Kardian. O SUV mostrou que a marca francesa conseguiu dar um salto de qualidade, mas as vendas são tímidas.

  • Gasolina: 11,2 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada.
  • Etanol: 7,8 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada.
  • Frenagem automática de emergência (que funciona também em curvas).
  • Reconhecimento de placas de velocidade.
  • Suspensão dianteira: Independente, do tipo McPherson.
  • Suspensão traseira: Eixo de torção com barra estabilizadora, rodas semi-independentes.
  • Freios dianteiros: Discos ventilados.
  • Motor: Dianteiro, 1.3 turbo flex, quatro cilindros em linha, 16 válvulas e injeção direta.
  • Potência: 163 cv com etanol e 156 cv com gasolina.
  • Torque: 27,5 kgfm com etanol ou gasolina.
  • Câmbio: Automático de dupla embreagem.
  • 0 a 100 km/h: 9,5 segundos com etanol e 9,8 segundos com gasolina.
  • Velocidade máxima: 180 km/h, limitada eletronicamente.

No mesmo período, a Jeep vendeu 36. 341 Compass. E a Toyota conseguiu vender 25. 564 Corolla Cross, mesmo ainda sentindo as consequências do acidente na fábrica de Porto Feliz (SP) no final de 2025.

O g1 testou a versão Techno para descobrir os pontos positivos e negativos do Boreal. Será que o SUV é uma boa opção? Vale a pena aproveitar os descontos.

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O Renault Boreal utiliza a Renault Group Modular Platform, conhecida como RGMP. A arquitetura foi desenvolvida para ser utilizada em veículos de diferentes tamanhos e segmentos e permite trabalhar com diferentes configurações de carroceria e sistemas de propulsão.

No Boreal, a suspensão dianteira é do tipo McPherson e a traseira utiliza eixo de torção. A estrutura traseira permite a instalação de uma barra estabilizadora interna de 30 mm.

A direção elétrica também está integrada à lógica da plataforma. A assistência pode ser modificada de acordo com o modo de condução escolhido, ficando mais leve no Comfort e mais firme no Sport.

O Boreal tem uma personalidade que é comum a vários SUVs modernos. As marcas abandonaram a ideia de que esses veículos precisam transmitir robustez. Ao contrário, a ideia é um carro grande, alto, mas com comandos e sensação de conforto.

O resultado é uma direção elétrica anestesiada e que aposta na assistência variável para criar sensações. No modo esportivo, a firmeza extra é só uma lembrança de como deve ser um carro divertido de dirigir.

A suspensão foi calibrada, segundo a Renault, para combinar dirigibilidade e conforto. Esse trabalho foi finalizado pela equipe de engenharia da Renault Tecnologia Américas no Autódromo Oscar Cabalén, na Argentina.

O Boreal tem conjunto que precisa equilibrar o centro de massa mais alto e as rodas de 18 polegadas. O SUV chega a um resultado interessante para o dia a dia.

A arquitetura eletrônica da RGMP foi preparada para receber diferentes sistemas e tecnologias de assistência ao motorista, além de soluções de segurança e gerenciamento de energia.

Outro recurso associado à arquitetura eletrônica é o Multi-Sense, que permite selecionar cinco modos de condução: Eco, Comfort, Sport, Personal e Smart. A seleção pode ser feita pela tela multimídia ou por um comando giratório no console central.

Os modos modificam diferentes características do veículo.

No Smart, esses parâmetros são adaptados automaticamente por algoritmos que alternam entre as configurações Eco, Comfort e Sport.

O Renault Boreal tem motor 1. 3 turbo TCe flex e a transmissão automática de dupla embreagem de seis marchas banhada a óleo. Desenvolvido em parceria com a Daimler, o propulsor é produzido no Brasil, em São José dos Pinhais (PR).

O motor entrega 163 cv e 27,5 kgfm de torque. De acordo com dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, o Boreal registrou.

A transmissão possui modos de condução Sport, Eco e My Sense, além de recursos eletrônicos integrados.

A função creeping permite que o carro inicie o movimento suavemente ao soltar o pedal do freio, facilitando manobras e rodagem em congestionamentos. No Boreal, isso ajuda em manobras em baixa velocidade, pois o câmbio não “salta” quando a embreagem acopla ao tentar, por exemplo, estacionar.

O veículo dispõe ainda de assistente de partida em rampas (HSA) e freio de estacionamento eletrônico inteligente, que gerencia a sincronização da posição P para evitar trancos.

Por fora, a configuração Techno do Boreal tem rodas de 18 polegadas com desenho Mountain e acabamento preto. Também fazem parte da versão as barras longitudinais no teto, a antena do tipo shark e os faróis de neblina.

A cabine tem duas telas de 10 polegadas. O painel de instrumentos digital pode apresentar a reprodução do mapa de navegação, enquanto a tela central reúne as funções de entretenimento e conectividade.

Na Techno, a central utiliza os serviços do Google integrados ao sistema. Estão disponíveis Google Maps, Google Play e Google Assistant, além de mais de 100 aplicativos.

O Google Maps pode ser utilizado diretamente pela central, com informações de trânsito em tempo real e atualizações automáticas. Já o Google Assistant permite utilizar comandos de voz para funções como navegação, música e chamadas, e também para determinadas funções do veículo, como o ar-condicionado.

A Techno tem ainda ar-condicionado automático digital de duas zonas, com saídas de ar para os ocupantes traseiros. O console central é elevado e possui um compartimento refrigerado.

Há quatro portas USB-C, duas na dianteira e duas na traseira, além de carregador de celular por indução.

Os bancos dianteiros da versão têm ajustes elétricos e regulagem lombar para motorista e passageiro.

O porta-malas tem capacidade para 522 litros. Com os bancos traseiros rebatidos, o volume chega a 1. 279 litros. A base do compartimento fica em uma posição que facilita o acesso à área de carga.

A iluminação ambiente é outro recurso da Techno. O sistema permite escolher entre 48 cores e pode trabalhar em conjunto com os modos de condução.

A vida a bordo do Boreal é boa. O volante com botões físicos e tamanho correto facilita a vida do motorista. Mesmo com telas grandes, os controles de ar-condicionado e modos de condução estão no painel e console, fáceis de acessar.

A manopla de câmbio singela e tímida comete o mesmo pecado de manoplas de carros como o Porsche 911. São menores e mais chatas de operar, e não liberam espaço no console central.

Pelo menos tem bastante espaço no banco traseiro, o que é bom.

A cabine é bem construída e distancia o Boreal do primo, o Kwid. Talvez esteja aí um dos desafios do SUV. Prometer uma experiência premium numa marca conhecida pelo apelo racional dos carros populares.

Nesta versão, o Boreal conta com seis airbags, sendo dois frontais, dois laterais e dois de cortina.

Entre os sistemas de assistência estão.

A Techno também conta com alerta de saída segura dos ocupantes. O sistema utiliza os radares laterais traseiros para identificar a aproximação de veículos antes que uma porta seja aberta.

Outro recurso é o alerta de tráfego cruzado traseiro, que monitora a aproximação de veículos, motos ou bicicletas durante manobras de ré.

O conjunto inclui ainda sensores de estacionamento dianteiros, laterais e traseiros e câmera de ré.

A Techno também pode utilizar câmera 360 graus. O sistema reúne quatro câmeras para criar uma visão dos arredores do veículo e auxiliar nas manobras em espaços apertados.

O Boreal possui ainda assistente de estacionamento semiautônomo. Com o auxílio das câmeras e dos radares, o sistema pode assumir os movimentos necessários para realizar determinadas manobras de estacionamento.

Há também assistente de partida em rampa e sensor de fadiga, que monitora o comportamento do motorista e pode emitir alertas quando identifica sinais de cansaço ou desatenção.

Também pesa para a Renault o fato de que a marca francesa nunca conseguiu emplacar modelos caros no Brasil. Sempre performou bem com Sandero ou Duster, mas o SUV compacto era o teto de preço que o brasileiro, na maioria, estava disposto a pagar.

Não é à toa que a Renault rapidamente se mexeu para criar uma aliança com a Geely no Brasil. Os franceses parecem ter entendido que seria mais eficiente apresentar a marca chinesa, emplacar suas novidades com preço maior e entrar neste segmento sem ter de levar o legado da Renault.

Se o cliente for mais tradicional e não quiser levar um híbrido, o Boreal pode ser uma alternativa. A dica seria aproveitar os descontos e se planejar para ficar mais tempo com o SUV.

Isso ajudaria a evitar o derretimento do preço no mercado de seminovos num prazo de dois a três anos.

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