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Negócios

PF pede mais prazo para aprofundar investigações sobre Lulinha e Roberta Luchsinger

Solicitação foi feita dentro de dois inquéritos que apuram um suposto esquema de tráfico de influência

2 min de leitura
Negócios — imagem padrão

A Polícia Federal pediu a prorrogação do prazo de duas investigações envolvendo os empresários Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e Roberta Luchsinger. Os inquéritos apuram um suposto esquema de tráfico de influência.

Segundo as investigações, Roberta e o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuaram na intermediação de contratos com o poder público. Eles sempre negaram terem cometido qualquer irregularidade.

O pedido foi remetido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator dos dois inquéritos na Corte. Há ainda uma terceira investigação envolvendo a dupla que está sob relatoria do ministro Flávio Dino.

A PF também pediu à sua área técnica que detalhe os vínculos societários de Lulinha, movimentações bancárias e o registro de agendas dele e de outros alvos em órgãos públicos.

A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO. Os investigadores também solicitaram o levantamento de viagens feitas pelos dois e outros investigados no Brasil e no exterior.

O que realmente mobiliza os eleitores de Lula e Flávio nas redes sociais.

Para Renato Dolci, da Dados Timeless, rejeição ao campo político rival ajuda a explicar a mobilização digital de apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro.

O pedido dos investigadores foi realizado no início de outubro, quando expirou o prazo inicial de 60 dias.

Procuradas, as defesas de Lulinha e Roberta ainda não se manifestaram.

No último sábado, Roberta concedeu uma entrevista à CNN dizendo que Lulinha se reunia “semanalmente” com ministros do governo e que ela tem a pretensão de fazer uma delação premiada.

Ex-apoiadora do presidente e ex-amiga do seu filho, Roberta mostrou indignação por ter virado “boi de piranha”, segundo as suas palavras, nas investigações sobre tráfico de influência conduzidas pela PF.

Não serei o boi de piranha que tanto querem colocar tudo em cima de mim. O que eu fiz, se for crime, vou responder, vou me defender, vou responder ao devido processo legal que, aliás, é uma coisa que o presidente da República sempre disse muito sobre ele, mas sobre os outros a gente vê que é o contrário.

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