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Petrobras vai perfurar 3 novos poços na Foz do Amazonas a partir de janeiro

Estatal recebeu autorização do Ibama e usará os novos poços para avaliar se a descoberta de petróleo na região tem viabilidade comercial.

2 min de leitura
Petrobras vai perfurar 3 novos poços na Foz do Amazonas a partir de janeiro

A Petrobras enviará, em janeiro, uma sonda de perfuração para a Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, para iniciar os trabalhos em três novos poços.

  • 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1.
  • 🔎 O anúncio faz parte de um plano apresentado em agosto deste ano, que prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial. Três desses poços aguardavam licenciamento ambiental para o início das atividades.
  • Petrobras encontra indícios de petróleo em poço no Amapá, na Foz do Amazonas.

Fim do desconto da Petrobras: como ficam os preços da gasolina.

A informação foi dada nesta terça-feira (22) pela diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da estatal, Renata Baruzzi, em entrevista à Reuters.

A empresa recebeu recentemente autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar as perfurações. Os poços serão usados para avaliar a viabilidade comercial da descoberta de petróleo na região.

Segundo a estatal, o valor corresponde a 37,5% do total destinado à exploração no período. Três poços aguardam licenciamento ambiental para início das atividades.

Os motivos do Ibama ter segurado as licenças até agora.

O Ibama atua com cautela diante da complexidade da região e exige estudos mais detalhados antes de liberar as licenças.

Entidades como o Greenpeace e a WWF-Brasil alertam para os riscos ao Grande Sistema de Recifes da Amazônia, um ecossistema raro formado por corais e esponjas, e à extensa faixa de manguezais contínuos no litoral do Amapá.

Líderes locais e ambientalistas também destacam os possíveis impactos sobre comunidades tradicionais. Acidentes ou até mesmo a poluição sonora das embarcações podem comprometer a pesca artesanal, além de afetar territórios quilombolas e terras indígenas costeiras.

O projeto da Petrobras na costa do Amapá é considerado estratégico para a soberania energética do país, mas também desperta preocupações sobre a preservação de ecossistemas únicos e a proteção de populações que dependem diretamente dos recursos naturais da região.

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