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Paquistão realizará negociações com Irã enquanto EUA preparam “Dia D econômico”

Mediador Paquistão realizará negociações no Irã enquanto EUA preparam “Dia D econômico”

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CAIRO/ISLAMABAD, ⁠24 Ago (Reuters) – O chefe do Exército do Paquistão estava em Teerã nesta segunda-feira ⁠em uma missão de mediação, enquanto os Estados Unidos se preparavam para lançar “a maior ofensiva financeira de ‌todos os tempos” contra os parceiros comerciais do Irã.

O Irã rejeitou a ameaça dos EUA, prometendo interromper todas as exportações de petróleo do Golfo “se a guerra econômica continuar”. O país emitiu uma nova advertência aos navios para que não ‌atravessassem o Estreito de Ormuz sem sua permissão, listando 45 embarcações que, segundo ele, teriam violado suas regras e ameaçando retaliar qualquer transferência de navio para navio envolvendo essas embarcações.

Irã adverte contra cooperação de países com os EUA e promete combater sanções.

Baghaei disse que Teerã atacará bases americanas em países europeus caso a União Europeia participe de agressões contra o Irã.

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O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu revelar medidas severas contra o Irã — que vem sofrendo sanções econômicas quase contínuas desde a Revolução Islâmica de 1979 — durante uma coletiva de imprensa marcada para 14h (horário de Brasília) desta segunda-feira.

O chefe do Exército do Paquistão, Asim ⁠Munir, que construiu um relacionamento pessoal com o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou ao Irã na segunda-feira para conversações, informou a mídia iraniana.

O Paquistão disse que a visita faz parte de seus esforços “para promover a paz e a estabilidade regionais”, e uma fonte paquistanesa declarou que Munir deveria se reunir com pessoas próximas ao líder supremo do Irã.

Duas fontes paquistanesas afirmaram que Trump ligou para Munir na semana passada, e uma ​outra disse que o principal pedido era fazer com que o Irã voltasse às negociações.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

EUA e Irã não realizam ataques aéreos contra as forças armadas ​um do outro há semanas, mas suas últimas negociações oficiais presenciais para pôr fim ao conflito, que já dura seis meses, ocorreram em junho, e os ataques a embarcações no Estreito de Ormuz continuaram.

Um projétil atingiu um petroleiro a oeste da cidade portuária saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, na segunda-feira, causando um incêndio no convés principal, segundo informaram monitores de tráfego marítimo da Maritime Trade Operations, do Reino Unido.

Eles não revelaram quem teria lançado o projétil. ‌Os aliados houthis do Irã afirmaram no mês passado que bloqueariam as exportações ​de petróleo sauditas desviadas para o Mar Vermelho a fim de evitar o Estreito de Ormuz.

Milhares de pessoas morreram, a maioria delas no Irã e no Líbano, desde que EUA e Israel iniciaram os ataques em 28 de fevereiro, prejudicando grande parte da capacidade militar convencional do ⁠Irã e causando danos econômicos, além de terem ​matado o então líder supremo do ​Irã, aiatolá Ali Khamenei.

No entanto, o Irã preservou capacidade suficiente de mísseis e drones para atacar seus vizinhos do Golfo e praticamente paralisar a navegação ⁠no Estreito de Ormuz, elevando os preços mundiais dos combustíveis.

Os preços do petróleo recuaram na segunda-feira, após duas semanas de alta, à medida que os investidores realizaram lucros antes do anúncio esperado pelos EUA.

Sem detalhar medidas específicas, Bessent ​sinalizou que os EUA teriam como alvo “nações temerosas” que praticam a “apaziguamento” ao se envolverem com a economia e o sistema financeiro do Irã.

O Irã vem se ⁠preparando para as sanções há dias, emitindo uma série de declarações que sugerem uma resposta militar de grande porte.

Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança ⁠Nacional do Irã, sugeriu, no domingo, uma retaliação econômica.

Fontes

Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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