Gabriel Galípolo, presidente do Central, apontou como causadores do endividamento recorde das famílias brasileiras a concessão de crédito por parte das instituições financeiras e o uso menos consciente de produtos financeiros pela população – que tem origem na ampliação da inclusão bancária, sobretudo entre os brasileiros de menor renda, vista a partir da pandemia e da utilização em massa do Pix.
Galípolo explicou que o país viveu um processo inédito de inclusão bancária, especialmente entre a população de baixa renda e que esse fenômeno culminou em uma expansão de crédito significativa, por meio de uma utilização – não tão consciente – dos produtos financeiros.
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Para endereçar esse problema, Galípolo disse que os esforços do BC estão voltados para regular o ambiente competitivo das instituições financeiras, para que os atores do setor diferenciem corretamente o que é prêmio e o que é risco dentro da sua carteira de crédito.
Nem todo endividamento é um problema.
Galípolo procurou diferenciar o endividamento usado para adquirir ativos daquele ligado ao consumo corrente. “Nem todo tipo de endividamento é um problema. Quando alguém toma um financiamento no setor imobiliário para comprar uma casa, está constituindo um ativo.
O problema é estar endividado com algo que não constitui ativo, com um consumo efêmero”, afirmou.
A preocupação do BC se concentra justamente nas linhas sem garantia. O banqueiro central destacou a utilização do cartão de crédito como uma das mais críticas. O país possui hoje 96 milhões de usuários da modalidade, mas mais da metade deles, ou 52,8 milhões de pessoas, carregam dívidas sujeitas a juros, seja no rotativo ou no parcelamento.
Em média, 54% da renda desses consumidores já está comprometida com gastos no cartão. Além disso, os juros do produto seguem elevados: a taxa média do rotativo do cartão alcança 15,1% ao mês, enquanto o parcelamento com juros custa 9,3% ao mês.
Ao lado do cartão de crédito, o BC destaca como causadores da alta taxa de endividamento os produtos de crédito livre, como consignado privado e o rédito pessoal não consignado.
No crédito pessoal sem garantia, os juros já chegam a 149,5% ao ano. Já no consignado privado, a taxa média passou de 40,9% para 57% ao ano entre fevereiro de 2025 e março de 2026.
Em números
- O país possui hoje 96 milhões de usuários da modalidade, mas mais da metade del
- Es, ou 52,8 milhões de pessoas, carregam dívidas sujeitas a juros, se
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.