Procurada pelo Estadão, a Meta informou que não irá comentar a decisão.
Segundo ele, a Meta alegou insuficiência de informações para identificar alguns autores das ofensas, que, inclusive, seriam menores de idade. “Minha cliente venceu o concurso e ela foi agredida e ofendida na internet com ofensas de cunho racista, por isso acionamos judicialmente a Meta.
O juiz deu prazo de cinco dias para a plataforma excluir, e eles retiraram uma parte, mas não todos os comentários. Chamamos a atenção do juiz para o descumprimento e ele determinou o pagamento da multa que estava prevista na decisão”, afirma.
A ação tramita na 2.ª Vara Cível de São Paulo, no Foro Regional do Tatuapé, e a Meta ainda pode entrar com recurso.
Milla, que está no Canadá, disse que, após dois anos, a Justiça determinou que a plataforma seja punida financeiramente pelo não cumprimento integral de sua decisão.
Ela diz que viveu momentos difíceis com os ataques que sofreu pelas redes sociais. “Fui muito humilhada, tentaram desmerecer minha conquista, mas não me calei. Após dois anos, talvez um pouco mais, conseguimos uma vitória”, disse.
Ela espera que a decisão no seu caso incentive outras pessoas que passarem pela mesma situação a não se calarem. “Eu sofri todos aqueles ataques maldosos, racistas, ataques de ódio na internet.
Mas muita gente está aqui (seguindo sua rede social) porque eu abri a boca, fui na mídia, fui em todo lugar, e vencemos. Essa não é uma vitória só minha, é de todas as pessoas que foram atacadas e perseguidas por meio de uma tela e não puderam se defender”, diz.
Milla concorreu ao Miss Universe São Paulo, em 2024, como representante de São Bernardo do Campo. Naquele ano, o concurso ocorreu na capital paulista. Entre as 32 participantes iniciais, Milla disputou a final com outras quatro finalistas e foi a vencedora.
A candidata de São Caetano do Sul, Marjorie Rossi, ficou em segundo lugar. Ainda durante a coroação, tiveram início os ataques.
Na época, como noticiou o Estadão, os organizadores do Miss Universe São Paulo se manifestaram, dizendo repudiar veementemente as mensagens que questionavam a vitória de Milla.
Em comunicado oficial, classificaram os ataques como “atrocidades” e expressaram solidariedade a Milla. “Estamos profundamente chocados e entristecidos com os ataques racistas direcionados à nossa Miss.
Milla foi eleita por mérito, seguindo os padrões rigorosos do concurso, e sua vitória é inquestionável”, publicaram.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.