Os fundos imobiliários ensaiam encerrar a sexta-feira (09) com a terceira maior alta semanal da história do mercado, que ainda repercute o resultado do primeiro turno da eleição presidencial.
Às 14h, o Ifix — índice dos FIIs mais líquidos da Bolsa — acumulava valorização de 5,40%. Individualmente, os fundos registram alta de até 17%.
Para efeito de comparação, a maior alta semanal do Ifix foi registrada em março de 2020, quando o indicador avançou 8,44%, em uma recuperação após fortes perdas provocadas pelas preocupações com a pandemia de Covid-19, que acabava de ser declarada.
Em dezembro de 2024, o indicador registrou a segunda maior alta semanal de sua história, de 5,64%, em meio a um rali de fim de ano e em um cenário de cotas bastante depreciadas.
Veja as cinco maiores altas semanais do indicador.
SemanaPontuaçãoVariação 22. 03. 20202. 468+8. 44%22. 12. 20243. 112+5. 64%04. 10. 20263. 975+5. 40%31. 05. 20202. 772+4. 33%23. 02. 20141. 330+4. 28%Fonte: B3.
No acumulado de outubro, o Ifix acumula ganhos de 5,9% e, no ano, de 5,3%. Em 12 meses, o indicador sobe 11,38%.
FIIs que mais subiram no rali eleitoral.
Os FII TG Ativo Real (TGAR11) e Valora Hedge Fund (VGHF11) encabeçam a lista das maiores altas da semana entre os principais fundos imobiliários do mercado. Nos últimos dias, as carteiras acumularam ganhos acima de 17%.
Comparados aos seus “pares” na Bolsa e renda fixa, os fundos imobiliários apresentam menor vulnerabilidade ao período eleitoral, aponta relatório da XP Investimentos.
Nos ciclos em que houve 2º turno, aponta o documento, a volatilidade chegou, inclusive, a recuar entre o primeiro e o segundo turno, retornando posteriormente a patamares próximos aos observados antes da eleição.
Desta vez, entre maio e o primeiro turno, a volatilidade do IFIX permaneceu acima da média histórica observada nos ciclos eleitorais anteriores, em patamar mais próximo ao registrado em 2018 e ainda elevado às vésperas da votação.
Em termos de retorno, analistas da XP explicam que o Ifix guarda uma particularidade adicional. Seu melhor desempenho médio ocorre justamente nos três meses que antecedem o primeiro turno.
Depois do segundo turno, porém, os caminhos se separam: enquanto a bolsa tende a perder fôlego, o índice dos FIIs historicamente segue em recuperação gradual, com retornos crescentes ao longo dos 12 meses seguintes à definição eleitoral.
Naturalmente, observa o relatório da XP, a magnitude do movimento depende da forma como o resultado eleitoral é recebido pelo mercado.
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