O presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin, pediu nesta quinta-feira (24) a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que havia sido determinada pelo também ministro André Mendonça.
- Fachin faz nova rodada de conversas com ministros após sessão tensa no STF.
- Mendonça pede arquivamento de ação após acusações de Moraes no caso Master.
A medida ocorre semanas após Fachin ter suspenso a decisão anterior. À época, o afastamento ocorreu no âmbito do caso Master e após a divulgação de relatórios de inteligências produzidos pela corporação a pedido do ministro Alexandre de Moraes.
A decisão de Mendonça havia sido tomada com base em um pedido do partido Novo, que solicitou a medida para preservar as investigações em andamento depois que um relatório de cerca de 200 páginas encontrou menções a Rodrigues no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Como pano de fundo, a decisão também ocorreu no mesmo momento em que Mendonça denunciou o monitoramento ilegal de ministros pela PF.
À época, Andrei negou a acusação e afirmou que os documentos solicitados eram análises regulares de inteligência, que foram encaminhados a Suprema Corte após determinação de Moraes.
O pedido de Fachin à PGR dá continuidade à análise do caso. Caberá ao presidente do STF decidir se mantém a permanência de Andrei no comando da corporação ou determina o afastamento como proposto por Mendonça.
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