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Desenrola 2.0: adesão ao programa termina nesta segunda-feira

O desenho prevê a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para amortização parcial ou quitação das dívidas

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As adesões ao Desenrola 2. 0, nova versão do programa de renegociação de dívidas do governo federal, terminam nesta segunda-feira. A medida provisória (MP) que instituiu o programa irá perder validade sem ser votada e não poderá ser prorrogada.

Para entrarem no Desenrola, as pessoas devem procurar os canais oficiais dos bancos.

Orçamento de 2027, Focus, dados da China e mais destaques desta segunda-feira (31).

Dow Jones Futuro recua e petróleo dispara após novos ataques entre EUA e Irã.

Washington e Teerã trocaram ataques pela primeira vez em cerca de um mês.

O desenho prevê a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para amortização parcial ou quitação das dívidas.

O Desenrola foi recriado em um contexto de alta do endividamento e elevado comprometimento de renda das famílias, que, na visão do governo, estava gerando outros riscos para a economia no médio e longo prazos — e vinha impactando negativamente a popularidade presidencial.

A lógica do programa é que os bancos renegociem os débitos e abram uma nova dívida, menor e com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), o que reduz o risco de inadimplência para as instituições, ao mesmo tempo em que, no médio prazo, recupera-se a capacidade de consumo das famílias.

A inadimplência das famílias foi recorde em julho, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados na semana passada. A parcela das operações com atraso superior a 90 dias subiu de 5,4% em junho para 5,8% em julho, o maior patamar desde março de 2011.

O aumento ocorre mesmo com o programa Desenrola 2. 0.

No crédito livre, modalidade em que os juros são pactuados livremente entre o banco e o tomador do empréstimo, o número é ainda maior: passou de 7,4% para 7,8%, também a maior taxa da série histórica.

Da mesma forma, a inadimplência pessoa física foi recorde no crédito direcionado, com alta de 3% para 3,4%. O comportamento das famílias influenciou a inadimplência geral, que também alcançou o maior nível da série histórica em julho, de 4,9%, contra 4,6% em julho.

Juntamente com a inadimplência, o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas continuou subindo em junho e alcançou um novo recorde da série histórica iniciada em março de 2011.

O indicador que mede o percentual do orçamento mensal que é usado para pagar as parcelas das dívidas subiu de 28,5% em maio para 28,9% em junho.

Já o endividamento das famílias, que mede qual é o percentual total de dívidas em relação à renda geral, cedeu marginalmente em junho, de 49,9% em maio para 49,8%, mantendo-se, porém, em patamares elevados considerando a média histórica.

Crédito novo para pagar, com descontos, dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

Taxa de juro máxima de 1,99% ao mês.

Prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela.

Quem pode participar do Desenrola 2. 0.

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