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Negócios

Brasil pode chegar a 3 milhões de veículos vendidos até 2030, avalia diretor da ABVE

Adriano Rufino avalia que há oportunidades de crescimento no Brasil conforme número de montadoras do segmento cresce

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Negócios — imagem padrão

Depois de bater a marca de 1 milhão de veículos eletrificados brasileiros, representantes da indústria projetam um resultado ainda melhor até o fim da década. O otimismo cresce conforme o número de montadoras fabricando carros do tipo aumenta junto aos debates sobre a fabricação local.

Adriano Rufino, o vice-presidente do Instituto Brasileiro Mobilidade Sustentável e diretor Associação Brasileira do Veículo Elétrico, é um dos nomes otimistas. Em um painel durante o Global Agribusiness Festival (GAFFF), Rufino projetou 3 milhões de emplacamentos até 2030 — em um cálculo que inclui, inclusive, a chegada de eVTOLs (os “carros voadores”) ao país.

Após passar por cinco imersões em países como China, Chile Colômbia, Argentina, Uruguai e Paraguai. Sua avaliação é de que ainda há muito espaço para crescimento da indústria no Brasil: “Outros países latino-americanos estão até à frente de nós”, afirmou em um painel durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF).

A ABVE comemorou nesta semana a marca de 1 milhão de veículos eletrificados no País, o que inclui leves elétricos, híbridos plug-in e híbridos plenos. São 30 montadoras responsáveis por suprir a crescente demanda por esses modelos no Brasil, conta Rufino.

Até agora, 16 marcas produzem veículos elétricos no Brasil, número que inclui, por exemplo, modelos do grupo Stellantis, bem como as entrantes chinesas, como a Baic, que anunciou uma fábrica local e 10 carros novos na região até 2010.

Outra delas delas é a GWM. Em 2025, a companhia iniciou as operações de sua fábrica em Iracemápolis, no interior de São Paulo, onde assumiu uma antiga fábrica da Mercedes Benz.

Segundo Thiago Sugahara, gerente ESG e stakeholders da montadora no Brasil, a transformação pela qual passa o mercado de automóveis foi determinada pela chegada de entrantes estrangeiros a partir do começo desta década.

Uma das bases para esse movimento foi a redução dos impostos sobre eletrificados promovidos pelo Governo Federal em 2016. “Foi estratégico para que essas montadoras pudessem trazer tecnologias de mercados mais maduros para testar no Brasil”, afirma Sugahara.

A medida era gradual: as tarifas alfandegárias aumentariam progressivamente de 12% para híbridos e 10% para os totalmente elétricos até o patamar de 35% para todos os modelos atingido em 2026.

Para Sugahara, o cenário de fato mudou. A redução da alíquota que em um momento foi importante, deveria ser recomposto na visão de montadoras instaladas aqui hoje.

O desenvolvimento de tecnologias de veículos híbrido plug-in flex também estimulou a demanda nos últimos anos. No Brasil, companhias com a GWM se alinharam com indústrias locais para desenvolver alternativas que pudessem ser abastecidas por etanol.

Hoje, 80% de todos veículos eletrificados comercializados soa híbridos plug-in e totalmente elétricos, e não híbridos leve, por exemplo.

Em números

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