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Musica Revisado por ULTRA AI

União Brasileira de Compositores homenageia Alice Ruiz com o Troféu Tradições 2026 nesta quarta, 26

Troféu Tradições UBC 2026 celebra Alice Ruiz referência do haicai e da canção com cerimônia em São Paulo e participação da filha Tulipa Ruiz

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Aos 80 anos, poeta e compositora curitibana que escreveu com Itamar Assumpção, Gal Costa e Cássia Eller recebe honraria que reconhece mulheres fundamentais para a história da música brasileira.

Criada para reconhecer mulheres fundamentais na história da música brasileira, a honraria chega à sexta edição destacando uma autora cuja trajetória atravessa a poesia, a composição e a canção.

Em anos anteriores, foram homenageadas Anastácia, Dona Onete, Lia de Itamaracá, Alaíde Costa e Rosa Passos.

Nascida em Curitiba, em 1946, Alice Ruiz é uma das figuras centrais na difusão do haicai no Brasil e ministra oficinas desde 1990. A aproximação com o haicai — forma poética breve, de origem japonesa, baseada na síntese e na precisão — ocorreu por influência do marido, o poeta Paulo Leminski, com quem foi casada de 1968 a 1988.

Essa experiência com a palavra mínima acabou moldando também sua escrita como letrista: com linguagem concisa, sensível e afiada, a poeta curitibana conquistou um espaço singular na literatura brasileira contemporânea, com poemas que circulam como mantras nas redes sociais, ganham forma em canções populares e até viram tatuagens.

Na música, a obra de Alice Ruiz se construiu ao longo de mais de cinco décadas, em parcerias com compositores de diferentes gerações. Entre as canções mais conhecidas estão “Milágrimas”, “Navalha na Liga” e “Sei dos Caminhos”, escritas com Itamar Assumpção, parceria que soma mais de 20 músicas ao longo de duas décadas.

Também fazem parte de sua obra “Penso e Passo”, com Alzira Espíndola; “O Amor que Merece”, com Zeca Baleiro; e “Discreto”, com Chico César. Suas letras também ganharam voz nas interpretações de Gal Costa, Cássia Eller, Ney Matogrosso, Zélia Duncan e Adriana Calcanhotto.

A própria Alice destacou o peso simbólico da homenagem em um momento em que a autoria das letras permanece invisível para a maioria dos ouvintes. “Da forma que a música está sendo divulgada, principalmente depois da popularização das plataformas de áudio, letrista virou fantasma.

E, se for mulher, a invisibilidade é ainda maior. Por isso eu, como mulher e letrista, vibro e faço festa por receber essa homenagem”, disse em comunicado oficial.

Vencedora do Prêmio Jabuti de Poesia pelos livros Vice-Versos (1988) e Dois em Um (2008), Alice Ruiz é autora de mais de 20 obras, de prosa poética a haicais.

Tulipa Ruiz, diretora da UBC e filha da homenageada, definiu a premiação como um reconhecimento da força da autoria: “Ao homenagear a poeta Alice Ruiz em seus 80 anos, o Troféu Tradições amplia seu próprio horizonte, celebrando uma autora cuja matéria-prima é a palavra.

Seus versos estão nas vozes de Itamar Assumpção, Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Alzira Espíndola, Cássia Eller, Adriana Calcanhotto, Chico César e tantos outros.

Celebrar Alice Ruiz é reafirmar a força da autoria e reconhecer uma criação que continua ativa, dialogando com os nossos tempos com muito tônus”, disse.

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Fontes

Informação baseada em material público de Rolling Stone Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Rolling Stone Brasillink

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