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Kiko Dinucci faz do ruído matéria-prima para reinventar a canção brasileira em “Medusa”

Disponível pelo selo RISCO, álbum é descrito como “um disco de amor, fantasmas e bichos”

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Entre guitarras soterradas, ruídos, samples e referências que atravessam o Samba, Punk, Shoegaze, Post Hardcore, eletrônico e a canção romântica brasileira, Kiko Dinucci construiu em Medusa uma textura tão áspera quanto sentimental.

Definido pelo próprio artista como “um disco de amor, fantasmas e bichos”, o álbum mergulha em uma atmosfera densa e experimental para aproximar o cancioneiro brasileiro da sonoridade de guitarras de bandas como My Bloody Valentine, Hüsker Dü, Dinosaur Jr.

e Sonic Youth. O trabalho de estúdio foi marcado pela chegada de Kiko ao casting do selo RISCO, seis anos após o lançamento de Rastilho (2020), seu material anterior.

Dessa vez, o músico e compositor apresentou um álbum que estendeu uma pesquisa estética presente em sua trajetória. Conhecido pela assinatura cortante à frente de projetos como Metá Metá e Passo Torto, Dinucci é um dos nomes de destaque da música independente brasileira e, como guitarrista e produtor, participou de trabalhos fundamentais da última década, entre eles A Mulher do Fim do Mundo (2015), de Elza Soares, e Besta Fera (2018), de Jards Macalé, que já não estão mais entre nós.

Em Medusa, essa trajetória desemboca no que o artista chama de “exugaze”, uma combinação de texturas e camadas de guitarra que evoca a bruma sonora de Kevin Shields, do My Bloody Valentine, aplicada ao cancioneiro nacional e à canção romântica de Roberto Carlos dos anos 1970.

Kiko Dinucci lançou nas plataformas digitais seu novo disco, Medusa O álbum é também marcado pela colaboração com uma série de artistas da cena atual. Sophia Chablau participou da composição de “Água Viva”, enquanto Negro Leo se juntou a Kiko em “Claudia, Frota e Eu”, releitura delirante e antropofágica de “Madonna, Sean and Me”, do Sonic Youth.

Crystal Duarte, da Vera Fischer Era Clubber, mergulhou no universo cinematográfico do saudoso David Lynch em “Loira Palmer”, em referência a Twin Peaks. Já Maria Beraldo dividiu a composição e interpretação de “Cascuda”, e Romulo Fróes apareceu em “Como Foi?”, atravessado pelas interferências de Luas Pires nas fitas e pela orquestração de Arthur de Faria.

Em “Casca do Olho”, Gustavo Infante atua no processamento da fita criando para o Samba uma ambiência apocalíptica que remete à banda alemã Einstürzende Neubauten.

A dimensão experimental do disco ainda trouxe a participação de Cadu Tenório, Podeserdesligado e Paulo Kishimoto, responsáveis por expandir suas possibilidades sonoras por meio de sintetizadores e recursos eletrônicos.

Por fim, Juçara Marçal e Paola Ribeiro contribuiram com texturas vocais não convencionais, enquanto Lello Bezerra e Guilherme Held imprimiram suas personalidades inventivas às guitarras.

Ouça Medusa logo abaixo! https://open.spotify.com/intl-pt/album/1XPNKWG8eT4n7f9Q5zUuRA?si=1&nd=1&dlsi=8a15d2e087824c80.

O trabalho de estúdio foi marcado pela chegada de Kiko ao casting do selo RISCO, seis anos após o lançamento de Rastilho (2020), seu material anterior. Dessa vez, o músico e compositor apresentou um álbum que estendeu uma pesquisa estética presente em sua trajetória.

Kiko Dinucci lançou nas plataformas digitais seu novo disco, Medusa.

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