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Musica Revisado por ULTRA AI

Harry Styles sobre shows ao vivo: ‘Há algo em ficar ao lado de um estranho suado que não dá para substituir’

Harry Styles reflete sobre comunidade e criação longe das redes enquanto cumpre residência no MSG e divulga o álbum 'Kiss All the Time'

3 min de leitura
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Em entrevista, o cantor falou sobre comunidade, desconexão e o que aprendeu ao se afastar dos palcos.

Harry Styles vive um dos maiores desafios da carreira solo: 30 noites consecutivas no Madison Square Garden, em Nova York, como parte da Together, Together Tour, turnê de divulgação do quarto álbum, Kiss All the Time.

Disco, Occasionally. (2026). Foi nesse contexto que ele concedeu uma entrevista à W Magazine, em uma conversa que se concentrou menos no que acontece no palco e mais no que acontece quando ele desce dele.

Um dos trechos mais marcantes foi quando Styles comentou o que os shows ao vivo representam em um mundo pós-pandemia e cada vez mais mediado pela tecnologia.

Para ele, as imperfeições são justamente o que torna uma experiência inesquecível. “Um dia de chuva ruim ou meias molhadas enquanto você assiste a um show são os momentos que realmente ficam gravados na memória, em vez de um conteúdo criado com o propósito deliberado de ser apreciado e imediatamente esquecido”.

A pausa de três anos entre Harry’s House (2022) e o novo álbum foi um período de reflexão na vida pessoal do cantor. Styles se mudou para uma pequena cidade italiana longe de paparazzi, foi a shows do LCD Soundsystem e a clubes como o Berghain, em Berlim, e percebeu que estava “regando um lado da vida” a que não vinha dando atenção.

O resultado aparece tanto na música — Kiss All the Time é mais eletrônico, mais influenciado por James Murphy e pela techno de Berlim do que pelo rock dos anos 1970 que marcava os primeiros discos — quanto na relação com o palco.

Styles também falou sobre os riscos da superexposição digital para o processo criativo. “Existe um ciclo quando alguém faz algo que conecta com as pessoas”. Isso se torna comercialmente bem-sucedido e, então, tudo o que dizem que você é vai te afastando da versão de si mesmo que conseguiu fazer algo de um ponto de vista bacana”, disse.

Para ele, a saída foi simples: viver de dentro para fora e parar de criar para uma audiência imaginária. “Como faço algo que eu realmente amo sem pensar no que as pessoas esperam de mim?”.

A Together, Together Tour passou por Amsterdã (seis noites), Londres (12 noites no Wembley Stadium), São Paulo e Cidade do México e, agora, está em plena residência no MSG, onde mais de 500 mil pessoas devem dançar com ele ao longo de 10 semanas — todas as noites esgotadas.

A última apresentação acontece no Halloween. “Eu não vou fazer isso para sempre. Sentir que é algo singular está me permitindo estar realmente presente”, disse.

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Fontes

Informação baseada em material público de Rolling Stone Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Rolling Stone Brasillink

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