Uma das produções mais celebradas do teatro musical brasileiro nos últimos anos fica em cartaz até o próximo dia 25 de outubro.
- Local: Teatro Multiplan — Shopping VillageMall (Av. das Américas, 3.900, Piso SS1 — Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ).
- Temporada: 14 a 25 de outubro de 2026.
- Horários: Quartas, quintas e sextas às 20h; Sábados às 16h e 20h; e Domingos às 15h30 e 19h30.
- Plateia VIP — R$ 360 (inteira) | R$ 180 (meia) | R$ 260 (solidário).
- Frisas — R$ 120 (inteira) | R$ 60 (meia) | R$ 90 (solidário).
As chances para assistir a A Cor Púrpura, o Musical, uma das produções mais celebradas do teatro musical brasileiro nos últimos anos, estão diminuindo. A produção, que retornou ao Rio de Janeiro para a sua quinta temporada, fica em cartaz até o próximo domingo, dia 25 de outubro.
Com texto de Marsha Norman e músicas de Brenda Russell, Allee Willis e Stephen Bray, A Cor Púrpura, o Musical é baseado no romance homônimo de Alice Walker. Publicado em 1982, o livro fez de Walker a primeira mulher negra a receber o Prêmio Pulitzer de Ficção e atravessou gerações ao abordar racismo, violência, desigualdade, amor, família, pertencimento e liberdade.
Com direção e concepção original de Tadeu Aguiar, direção musical de de Thalyson Rodrigues e versão brasileira de Artur Xexéo, o espetáculo acompanha Celie (Suzana Santana), uma mulher negra que cresce no sul dos Estados Unidos durante a primeira metade do século XX.
Desde muito jovem, ela enfrenta uma realidade marcada por violência, submissão e falta de autonomia. Afastada da irmã Nettie (Lola Borges) e entregue em casamento a Mister (Wladimir Pinheiro), Celie passa anos submetida às decisões das pessoas ao seu redor.
A transformação da protagonista começa especialmente a partir do contato com duas mulheres: a determinada Sofia (Flávia Santana) e a cantora Shug Avery (Aline Serra).
Por meio dessas relações, Celie passa a descobrir novas maneiras de compreender os afetos, o próprio corpo e seus desejos. Sua trajetória atravessa décadas e transforma uma história de silenciamento em uma jornada de amadurecimento, autonomia e reconstrução.
Ao colocar a experiência de Celie no centro da narrativa, A Cor Púrpura discute questões como racismo, machismo, abuso de poder e violência contra a mulher. A música acompanha essa transformação: a trilha transita pelo gospel, jazz, ragtime e blues, gêneros que ajudam tanto a ambientar a história quanto a traduzir diferentes momentos vividos pela protagonista.
Mais de dez anos após estrear na Broadway, A Cor Púrpura, o Musical chegou ao Brasil pela primeira vez em 2019, com temporadas em diferentes cidades. Segundo Tadeu Aguiar, a escolha da obra partiu da busca por um projeto que reunisse emoção, representatividade e provocação artística.
*O ingresso solidário exige a entrega de 1 kg de alimento.
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