Ir para o conteúdo
Musica

Black Pantera não quer saber de comodismo: ‘Estamos no ápice da nossa criatividade’

Banda falou sobre o álbum Continental, a evolução ao longo de 12 anos e a vontade de levar sua mensagem cada vez mais longe

2 min de leitura
Black Pantera não quer saber de comodismo: ‘Estamos no ápice da nossa criatividade’

Black Pantera não pretende desacelerar. Mesmo após o lançamento de Continental, a banda já pensa em novas composições e atravessa, segundo os próprios integrantes, um dos momentos mais criativos da trajetória.

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, na redação da revista, em Copacabana, no Rio de Janeiro, o trio falou sobre o atual momento e os caminhos que pretende seguir.

?Continental’ como troca com o público.

O quinto álbum do Black Pantera aparece na conversa como um trabalho que amplia as possibilidades da banda. O grupo cita músicas como “Negossa Nagashi” e “Yasuke”, que abordam diferentes episódios e personagens ligados à história e à diáspora africana.

Para os integrantes, uma das respostas mais interessantes ao disco tem sido perceber que o público passou a pesquisar os temas apresentados nas músicas. “Vamos trazer isso, vamos falar sobre a ancestralidade, sobre a cultura negra, para além da escravidão, para além do sofrimento”, explicam.

A relação com quem escuta também acontece como uma troca. A banda destaca o contato com professores, estudantes e outros formadores de opinião que ajudam a ampliar as discussões presentes nas letras.

?A gente não sabe definir’ o som do Black Pantera.

A liberdade para experimentar continua sendo uma característica do grupo. O Black Pantera cita referências de samba, rap e outras sonoridades que aparecem naturalmente no processo de criação, além das influências trazidas pelas viagens e experiências dos integrantes.

Essa liberdade também aparece nos shows. Para a banda, o peso não está necessariamente relacionado apenas à distorção ou a uma sonoridade agressiva. “A mensagem é pesada”, explicam.

?Queremos ser a maior banda do Brasil’.

Quando o assunto é futuro, o grupo não esconde a ambição. “A gente quer ser a maior banda do Brasil”, afirmam.

O desejo de crescer, segundo os integrantes, está ligado ao alcance da mensagem. Quanto maior o Black Pantera, maior também a possibilidade de alcançar novos públicos e abrir espaço para outros artistas.

A banda também mira outros países. Depois de passagens pela América Latina, o trio fala sobre a vontade de tocar na Europa, na África e na Ásia.

Depois de 12 anos de trajetória, o Black Pantera segue olhando para frente, e, entre novas composições e diferentes possibilidades sonoras, a acomodação definitivamente não parece estar nos planos.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Musica
Saúde — imagem padrão
Saúde

Estudo aponta esgotamento emocional e burnout de médicos de UTI

O estudo ouviu 2. 338 profissionais em 26 estados e no Distrito Federal. Em nota, a Amib avaliou que os achados sugerem um quadro de grande vulnerabilidade de médicos intensivistas à síndrome de burnout, fenômeno caracte

Em Saúde
Interpol and Queens Of The Stone Age announce huge Mexico City gig EN · traduzir
Musica

Interpol and Queens Of The Stone Age announce huge Mexico City gig

Em inglês — clique na matéria para traduzir

The Black Angels will support on all dates. Ingressos passam à venda geral às 10h, horário local, na próxima sexta-feira (25 de setembro) – você poderá comprar o seu aqui. Alternativamente, os fãs podem acessar a pré‑ven

Em Musica