Ir para o conteúdo

Quinta-feira, 24 de setembro de 2026 | Corumbá - MS | 25°C Céu limpo

Musica

Black Pantera e Nervosa mostram a cara do metal brasileiro atual no Rock in Rio 2026

Black Pantera e Nervosa dividem o Sunset no Rock in Rio 2026 em encontro que destaca o metal brasileiro atual e novas músicas

2 min de leitura
Black Pantera e Nervosa mostram a cara do metal brasileiro atual no Rock in Rio 2026

Cada uma à sua maneira, bandas de som pesado e carreiras resilientes conquistaram público que encheu pista do palco Sunset para vê-las.

Formado em Uberaba (MG), o Black Pantera carrega mensagens antirracistas em um som bem puxado para o hardcore, focado no groove e letras em português. Já a Nervosa, criada em São Paulo (SP), mas hoje radicada na Grécia com integrantes de diferentes países, reúne apenas mulheres executando um thrash metal de abordagem mais técnica/tradicional e segue se provando mesmo após sucessivas mudanças de formação.

Há bem mais em comum entre Black Pantera e Nervosa do que se imaginaria em um olhar inicial. Mesmo com histórias, mercados e abordagens diferentes, ambos combatem padrões estabelecidos na música pesada — nem sempre convidativa a mulheres e negros —, trazem composições questionadoras e são capazes de furar diferentes bolhas.

Suas existências, por si só, já são um ato de resistência. Uni-los em um mesmo palco, como ocorrido no Rock in Rio no último sábado, 5, só poderia resultar em algo poderosíssimo e histórico.

Como o show foi apresentado como “Black Pantera convida Nervosa”, naturalmente, a banda mineira — em sua terceira participação no festival — teve mais tempo sozinha no palco.

Tocaram cinco músicas, com duas do novo álbum (“Hórus” e “Obsoleto”), as catárticas e já clássicas “Padrão é o Car*lho” e “Fogo nos Racistas” e a emotiva “Tradução”, dedicada às mães dos fãs e dos integrantes e com declaração contrária à escala 6×1.

A Nervosa entrou no palco em etapas: primeiro, surge apenas Prika Amaral, sem sua guitarra, cantando e dominando o palco em “Serotonina”, música do Black Pantera, junto dos anfitriões.

Depois, as demais integrantes surgem: Helena Kotina (guitarra), Emmelie Herwegh (baixo) e Michaela Naydenova (bateria). Com apenas o quarteto thrash feminino no palco, só duas canções são executadas: “Ghost Notes” e “Slave Machine”.

Já em “Endless Ambition”, Charles Gama retornou para participar.

A parte final do set voltou a contar com todos de ambas as bandas. A homenagem a Rita Lee com um cover de “Obrigado Não” — faixa menos conhecida em meio aos hits da saudosa artista, mas de letra simbólica em muitos sentido —, surpreendeu.

À Rolling Stone Brasil, Prika disse ter definido a rainha do rock nacional às colegas gringas como “a Ozzy Osbourne brasileira”. Extremamente precisa.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Musica
Brasil — imagem padrão
Brasil

TST diz que greve dos Correios não é abusiva

Dessa forma, não haverá desconto dos dias não trabalhados, mas os trabalhadores terão de compensá-los. A decisão foi tomada por maioria de votos. Ficaram vencidos os ministros Ives Gandra Martins Filho, Caputo Bastos e a

Em Brasil
B0YG1RL Announce Self-Titled Album
Musica

B0YG1RL Announce Self-Titled Album

B0YG1RL chega em um ano já prolífico para as duas, que já lançaram três outros registros — EXIT 2B, 777 e SIGNAL 01 — em 2026.

Em Musica