Uma das casas mais longevas de São Paulo nasceu para abrigar os trangressores e resiste até hoje como um templo underground da noite paulistana.
Abraçando o espírito de João Francisco dos Santos, figura emblemática da boemia da Lapa carioca, cujo apelido inspirou o nome do club, o Madame Satã surgiu com a ideia de ser um abrigo para todos aqueles que existiam fora da normalidade, para os transgressores.
Mergulhado em uma estética sombria, que resiste até hoje, a casa abriu as suas portas e ofertou as suas instalações para a realização de espetáculos de teatro, música e artes em geral.
Pelo palco da casa, passaram RPM, Ira!, Titãs e Legião Urbana. Na pista, era comum ver artistas, intelectuais, engravatados, estudantes, punks e góticos se mesclando como uma unidade.
Rita Lee, Cazuza, Renato Russo, Claudia Wonder, Marisa Orth, João Gordo e Kid Vinil foram alguns dos ilustres visitantes.
Ao longo dos anos, o Madame Satã passou por diversas mudanças e, em alguns casos, até teve o seu nome substituído. Finalmente, a casa fechou as portas no fim dos anos 2000.
Porém, a pausa não durou muito tempo: em 2012, o club ressurgiu pelas mãos do DJ Gé Rodrigues, que começou a sua carreira na música no lugar, e o empresário Igor Calmona.
O club foi rebatizado mais uma vez, ficando conhecido simplesmente como Madame, apesar de os seus frequentadores não deixarem de acrescentar o “Satã” sempre que se referem à casa.
A sua estética dark foi preservada e, até hoje, recebe nomes da música nacional e internacional, em festas e shows de gótico, pós-punk, darkwave e EBM.
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