Imensa coluna de fumaça preta é registrada perto de aeroporto na Arábia Saudita.
O céu de Riad, a capital da Arábia Saudita, foi dominado por uma grande coluna de fumaça preta, neste sábado (19).
De acordo com a agência de notícias Reuters, o cenário é consequência de mais um ataque dos Houthis, grupo extremista do Iêmen, contra o território saudita.
O bombardeio teria atingido o depósito de combustível do Aeroporto Internacional Rei Khalid, mas procurado para confirmar a informação, o gabinete de imprensa do governo não respondeu de imediato ao pedido de comentários.
Horas antes, segundo a agência de notícias AFP, fortes explosões foram ouvidas em Riad após um alerta aéreo emitido pelas autoridades, o primeiro desse tipo na capital desde a intensificação dos combates no vizinho Iêmen.
A região está sob uma ameaça aérea hostil", alertava uma mensagem recebida pelos moradores de Riade em seus telefones pouco antes das 3h locais (21h de sexta-feira, no horário de Brasília), na qual eram orientados a permanecer em casa.
Posteriormente, jornalistas da AFP ouviram duas explosões, e o alerta foi suspenso cerca de meia hora depois pela Defesa Civil saudita.
O conflito entre os Houthis e a Arábia Saudita recomeçou no dia 20 de julho, quando os extremistas anunciaram um bloqueio marítimo contra o país no Mar Vermelho, o que gerou preocupação para um possível fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb, a segunda maior rota de exportação de petróleo do Oriente Médio.
Desde então, a troca de ataques entre eles é contínua. Na quarta-feira (16), os Houthis afirmaram que abateram um jato de guerra da Arábia Saudita. O grupo terrorista afirmou que derrubou um F-15 da Força Aérea saudita que sobrevoava a cidade de Marib, no Iêmen, e realizava o que chamou de "operação hostil.
Horas depois, os Houthis divulgaram fotos de seus membros posando com destroços de uma aeronave com a bandeira da Arábia Saudita.
Na terça-feira (15), a Arábia Saudita afirmou que abateu um drone que voava em direção a Meca, a cidade mais sagrada do islamismo. Riade disse que o incidente "cruzou a linha vermelha" e prometeu resposta.
Os Houthis negaram ter lançado o ataque.
Ainda na terça, o país havia emitido um alerta de perigo à população da cidade sagrada em meio a um ataque aéreo houthi no território saudita. O alerta, no entanto, foi retirado minutos depois.
Um sinal de que os combates expandidos entre Houthis e Arábia Saudita representa uma piora do panorama de segurança do Oriente Médio foi os Estados Unidos endurecerem o alerta de viagem para o país árabe, em que proibiu funcionários do governo de viajar para áreas situadas a menos de 30 km da fronteira com o Iêmen.
Os avanços dos Houthis nos últimos dias, incluindo a tomada de diversas cidades-chave na costa do Iêmen e a ilha de Perim, no Estreito de Bab el-Mandeb, que dá acesso ao mar Vermelho, aumentaram a pressão sobre a Arábia Saudita.
Na atual conjuntura, os Houthis estão próximos de controlar Bab el-Mandeb, segundo a agência de notícias Reuters. O Catar afirmou na terça que isso seria "catastrófico.
Em resposta à ofensiva dos Houthis, as Forças Aéreas saudita e iemenita intensificaram os bombardeios contra alvos do grupo, inclusive nas proximidades do histórico porto de Moca, no mar Vermelho.
Mas o grupo terrorista manteve o controle efetivo de quase toda a costa oeste do país ao longo do mar Vermelho, segundo autoridades do governo iemenita reconhecido internacionalmente.
Em números
- Ís árabe, em que proibiu funcionários do governo de viajar para áreas situadas a menos de 30 km da fronteira com o Iêmen
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