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Trump nomeia secretário interino para o Exército dos EUA após crise entre antecessor e chefe do Pentágono

Adam Telle substitui Dan Driscoll, que pediu demissão após meses de tensão com Pete Hegseth, secretário da Guerra de Trump.

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Trump nomeia secretário interino para o Exército dos EUA após crise entre antecessor e chefe do Pentágono

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (3) que está nomeando Adam Telle como secretário interino do Exército dos EUA. Telle ocupa atualmente o cargo de secretário assistente do Exército para obras civis.

Adam Telle é um grande patriota, respeitado por todos", afirmou o presidente em um post na sua rede social Truth Social.

Na segunda-feira (31), a imprensa americana reportou que o então secretário do Exército, Dan Driscoll, havia pedido demissão, após meses de tensão com o chefe do Pentágono, Pete Hegseth.

Telle atua no Gabinete de Obras Civis do Exército desde agosto de 2025, segundo o Legistorm, site que monitora legisladores e assessores do Congresso americano.

Antes disso, Telle passou 20 anos trabalhando principalmente no Congresso para legisladores, inclusive como chefe de gabinete do senador republicano Bill Haggerty, do Tennessee, entre 2021 e 2025.

Ele trabalhou por 18 meses na Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump, atuando como assistente especial do presidente para assuntos legislativos, informou o Legistorm, e também trabalhou por mais de 10 anos para o falecido senador republicano Thad Cochran, do Mississippi.

O militar vai supervisionar a maior força de combate do país em um momento em que os EUA ainda estão envolvidos em conflito com o Irã e forças significativas do Exército estão estacionadas no Oriente Médio.

Segundo a imprensa americana, Driscoll e Hegseth entraram em atritos frequentes desde que o segundo assumiu o cargo, em janeiro de 2025. O secretário de Guerra é aliado do presidente dos EUA, Donald Trump.

A tensão entre Driscoll e Hegseth teria resultado na demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, em abril.

Driscoll e George eram parceiros próximos, segundo o jornal "The Wall Street Journal", e desenvolviam juntos projetos de renovação tecnológica no Exército. Os dois também viajaram juntos para a Ucrânia antes da demissão do general.

A remoção de George provocou críticas a Hegseth entre deputados e senadores do próprio partido, os republicanos.

Em comunicado enviado ao WSJ, a Casa Branca elogiou o trabalho de Driscoll. A porta-voz Anna Kelly afirmou que o secretário foi eficaz na implementação da agenda de Trump, na preparação das Forças Armadas para operações militares e nas negociações entre Rússia e Ucrânia.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fala durante uma declaração à imprensa ao chegar para uma reunião de ministros da defesa da OTAN na sede da organização em Bruxelas, quinta-feira, 18 de junho de 2026.

A chegada de Hegseth à chefia do Departamento de Guerra foi vista com desconfiança pela liderança militar dos EUA, composta em grande parte por funcionários de carreira.

No primeiro semestre de 2026, o secretário passou a promover uma "limpa" na alta cúpula das Forças Armadas. Uma reformulação militar ampla é incomum na história do país, ainda mais em momentos de conflito aberto, como a guerra contra o Irã.

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