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Mundo Revisado por ULTRA AI

Trump não consegue dominar a linguagem da política brasileira

Eleição do Brasil será decidida pela disputa sobre quem fala pela soberania da nação, não pelos EUA

3 min de leitura
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O governo Trump 2. 0 está melhor do que Trump 1. 0, certo? Pois bem, Bolsonaro 2. 0 também será muito melhor.

Foi o que declarou Flávio Bolsonaro neste ano. Filho do polêmico ex-presidente Jair Bolsonaro e um dos principais concorrentes na eleição presidencial brasileira de outubro, Flávio vem tentando unir os dois países em torno de um projeto político comum.

E o presidente Donald Trump tem atendido a esse desejo com o maior prazer. Desde que voltou ao cargo, o republicano tem demonstrado interesse pela política brasileira.

Em junho, compartilhou na Truth Social um artigo que descrevia a próxima disputa presidencial do país como o "próximo grande teste" do projeto trumpista de "tornar as Américas grandes novamente.

No entanto, a eleição será decidida por uma questão muito brasileira: quem fala em nome da nação? Os dois lados da disputa competem ferozmente para oferecer uma resposta.

Bolsonaro insiste que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um veterano estadista progressista, rendeu-se diante do crime organizado e de uma esquerda internacional corrupta; Lula, por sua vez, classifica o grupo bolsonarista como um bando de bajuladores servis de Washington, dispostos a ceder tudo em troca do apoio americano.

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A acusação, de ambos os lados, é que o adversário está entregando a nação aos interesses estrangeiros, e que somente um deles é digno de confiança.

Esse embate tipicamente brasileiro define a vida pública do país há mais de um século. Em vez de reescrever os termos da política brasileira, Trump apenas forneceu à esquerda e à direita novas munições para uma antiga disputa ideológica.

O presidente americano pode dizer que está moldando a América Latina à sua imagem. Mas, no Brasil, ele está atrasado em relação aos acontecimentos.

Há muito o Brasil é assombrado pela distância entre o seu potencial e a sua capacidade de entrega. Possui o quinto maior território do planeta, vastos recursos naturais e uma população de mais de 200 milhões de habitantes.

Durante a maior parte do século 20, sua economia cresceu mais rapidamente do que a de praticamente qualquer outro país. E, no entanto, a maior nação da América Latina nunca chegou a se tornar aquilo que seus entusiastas sempre afirmaram que ela seria: uma potência global de prosperidade compartilhada.

Essa distância persistente entre promessa e realidade foi o que transformou o nacionalismo na linguagem dominante da política brasileira. Quem conseguisse explicar por que o Brasil não havia correspondido às expectativas —e o que fazer a respeito— detinha a chave do sucesso político.

A partir da década de 1920, duas grandes visões passaram a disputar essa chave. A versão progressista sustentava que a incapacidade do Brasil de concretizar seu potencial estava enraizada na desigualdade e na apropriação do Estado por elites que se beneficiavam da exploração estrangeira.

Uma ampla agenda reformista tornou-se condição prévia para o desenvolvimento nacional.

Em números

  • O quinto maior território do planeta, vastos recursos naturais e uma população de mais de 200 milhões de habitantes

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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