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Talibã prende dois funcionários de missão política da ONU no Afeganistão

Funcionários afegãos foram detidos em Herat, no oeste do país; organização afirma desconhecer as acusações e pede acesso aos dois homens.

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Talibã prende dois funcionários de missão política da ONU no Afeganistão

O Talibã, que governa o Afeganistão, deteve dois funcionários afegãos da missão política das Nações Unidas no país, informou a ONU nesta quarta-feira (13).

Os dois homens foram presos no domingo pela Direção-Geral de Inteligência do Talibã, na cidade de Herat, no oeste afegão. Segundo o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, a organização não foi informada sobre as acusações contra eles e ainda não recebeu autorização para visitá-los.

A missão da ONU pediu ao Talibã que respeite “os privilégios e as imunidades das Nações Unidas e de seus funcionários”.

O grupo retomou o poder no Afeganistão em 15 de agosto de 2021, durante a retirada das tropas dos Estados Unidos e da Otan, após duas décadas de guerra.

Logo depois, o Talibã proibiu meninas de frequentar o ensino médio. As restrições foram posteriormente ampliadas para universidades, empregos e outros setores, excluindo, na prática, mulheres da vida pública.

A missão da ONU no Afeganistão tem entre suas atribuições apoiar a assistência humanitária à população, promover os direitos humanos e a igualdade para mulheres e meninas, além de defender um governo inclusivo e a estabilidade econômica.

OEA anuncia que irá observar as eleições do Governo Trump retira conteúdo sobre racismo, privilégio branco e linguagem neutra da formação de diplomatasRaúl Castro reaparece em público em homenagem ao irmão, Fidel, em Havana.

As prisões ocorreram em meio ao agravamento da crise humanitária no Afeganistão, um dos países mais pobres da Ásia, e à escalada dos confrontos entre forças afegãs e paquistanesas na fronteira.

Os combates se intensificaram em fevereiro, quando forças afegãs fizeram uma incursão no Paquistão em resposta a ataques aéreos paquistaneses em território afegão.

Depois, Islamabad afirmou que os dois países estavam em “guerra aberta”.

Fereshta Abbasi, pesquisadora da Human Rights Watch especializada no Afeganistão, afirmou que as prisões “ameaçam seriamente o trabalho da ONU em todo o país e sua capacidade de fornecer ajuda essencial à população”.

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