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Sudan war and inflation leave families struggling to survive in Khartoum

Soaring food prices and shrinking incomes force families in Sudan's capital to borrow money and skip meals.

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A guerra do Sudão rouba o futuro das crianças com fechamento de escolas e deslocamento.

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Musa, 39, está fazendo o seu melhor, mas seus ganhos já não são mais suficientes para cobrir os preços inflacionários dos alimentos na capital do Sudão.

O marido dela, membro das forças armadas sudanesas, tem passado mais de oito meses nas frentes de batalha da guerra do país, na qual o exército tem lutado contra as Forças Paramilitares Rapid Support Forces desde 2023.

Musa has not heard from him for months, and he has sent no money.

In his absence, Musa has been left to provide for their children, who attend kindergarten, primary and secondary school.

Some of the family staples are ful medames, a dish of stewed fava beans, or lentils. When lentils are too expensive, Musa serves taamiya, or falafel, sandwiches.

Prices regularly change, and Musa often ends the day in debt to the traders she gets her food from.

Musa não está sozinha em lutar para cobrir as despesas diárias de sua família.

Ali Fadil sustenta uma família de 10. Sem emprego permanente, ele vai ao mercado todas as manhãs em busca de trabalho. Em alguns dias, o homem de 57 anos ganha o suficiente para comprar comida, mas em outros dias não encontra trabalho algum.

Food prices rise as Sudanese pound weakens.

A survey of four local markets in the Khartoum State area by Al Jazeera last week found that prices for several essential foods had risen sharply within days, making it increasingly difficult for families to plan their spending.

Food inflation adds to pressure on households.

Dados oficiais oferecem mais evidências do aumento do custo de vida, especialmente em Khartoum e outras áreas urbanas.

De acordo com o Gabinete Central de Estatísticas do Sudão, os preços em todo o país estavam 28% mais altos em setembro do que no ano anterior, subindo de 26% em agosto.

Prices rose by 7. 5 percent in September alone, more than double the increase recorded the previous month.

Os preços dos alimentos aumentaram ainda mais rapidamente. Em todo o Sudão, alimentos e bebidas custam quase 37 % a mais em setembro do que no ano anterior, um aumento anual de cerca de 21 % em agosto.

In September alone, food prices jumped by more than 17 percent.

A situação foi particularmente grave no Estado de Khartum, onde os preços subiram quase 60 % em relação ao ano anterior. Em setembro, os preços aumentaram mais de 15 %, após um aumento de quase 9 % em agosto.

That sharp increase comes as the capital region struggles to recover from widespread destruction caused by the war. Although displaced residents have begun returning and businesses are gradually reopening since the military recaptured the state from the RSF last year, damaged infrastructure and rising transport costs continue to constrain the availability of goods.

The return of residents has also increased demand for essential supplies, further driving up prices. In September, fuel shortages hit the capital as consumption rose faster than supplies could be replenished.

Urban areas have generally been hit harder than rural communities. Food prices in towns and cities were 55 percent higher than a year earlier, up from about 40 percent in August.

Overall, prices in urban areas rose by 40 percent over the past year, compared with about 21 percent in rural areas.

The war is the main driver of these increases, disrupting livelihoods and supply chains. According to the World Bank, Sudan’s economy shrank by an estimated 29 percent in 2023 and a further 14 percent in 2024 as the war devastated businesses, disrupted agricultural production and eliminated jobs.

O conflito também forçou milhões de pessoas a deixarem suas casas, com quase 8,9 milhões ainda deslocados internamente até abril, segundo a Organização Internacional para a Migração.

Journalist and economic affairs specialist Khalid Teks said Sudan’s economic deterioration began long before the war. Falling oil production after South Sudan’s secession in 2011 worsened conditions as did the depreciation of the pound, cash shortages, international isolation, political conflict and corruption in the years preceding the removal of President Omar al-Bashir in 2019.

Teks afirmou que a instabilidade política durante a transição de poder minou o desempenho econômico do Sudão, e reformas profundas não foram implementadas antes da guerra ter começado em 2023.

The conflict devastated infrastructure and productive sectors, depleted savings and disrupted economic activity. The climate has also been a factor. Strong agricultural production in 2024 was followed by concern over limited rainfall this year and possible food shortages after the harvest begins in November.

Teks disse à Al Jazeera que as famílias estão cada vez mais esgotando suas economias e vendendo seus pertences para cobrir as despesas do dia a dia.

He also pointed to disruptions to remittance channels, which many Sudanese households rely on for financial support.

Teks exigiu acesso humanitário facilitado, o fim da guerra, apoio direto a famílias vulneráveis e empréstimos de baixo juros para pequenos negócios e empresas artesanais.

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Em números

  • O conflito também forçou milhões de pessoas a deixarem suas casas, com quase 8,9 milhões ainda deslocados internamente até abril, segundo

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