A Justiça de São Paulo tornou sete alvos da Operação Frankmobile, que mirou um esquema de roubo, furto e revenda de celulares, réus pelos crimes de organização criminosa nesta quarta-feira (23).
Operação Frankmobile, deflagrada em 10 de setembro, cumpriu 15 mandados de prisão contra grupo especializado em furto, roubo e revenda de celulares; Ministério Público também pediu indenização no valor de R$ 90 milhões por danos morais.
O Gaeco considerou que os criminosos possuíam uma cadeia econômica organizada e hierarquizada para as práticas de furto, roubo, receptação e venda ilegal tanto dos aparelhos eletrônicos, quanto das peças dos celulares.
Além disso, eles acessavam as contas bancárias das vítimas e transferiam os valores para o grupo.
Os sete alvos tiveram suas prisões preventivas decretadas, sendo que dois também são processados por falsidade ideológica e dois por receptação.
A Operação Frankmobile foi deflagrada no dia 10 de setembro após dois anos de investigações. Cerca de 10 mil aparelhos foram apreendidos em São Paulo e em Goiás, 18 empresas foram alvos e 15 pessoas foram presas.
De acordo com o MPSP, a organização criminosa atuava em quatro núcleos: furto e roubos, desbloqueio e fraudes, alteração e revenda e desmontagem dos celulares.
No primeiro núcleo, os promotores identificaram que os criminosos utilizavam principalmente a estratégia da quebra de vidros de veículos para realizar os roubos e furtos dos aparelhos.
Após essa etapa, os celulares eram encaminhados aos receptadores e aos chamados “Icloudeiros” entre 20 e 25 minutos após o crime. Esse segundo núcleo atuava no desbloqueio dos aparelhos e também em fraudes bancárias.
Os criminosos acessavam contas das vítimas, transferiam valores para contas de terceiros e obtinham dados pessoais.
O dinheiro desviado era dividido em três partes: 30% para o titular da conta usada como “laranja”, 35% para o responsável pelo furto ou roubo e 35% para o desbloqueador.
As ruas Guaianases, Aurora e Timbiras, no centro da capital paulista, eram os principais endereços onde ficavam localizados os polos de receptação e depósitos temporários dessa fase.
Segundo os autos, mais de 500 boletins de ocorrência foram registrados nesses locais em pouco mais de dois anos.
O terceiro núcleo atuava na modificação do IMEI (International Mobile Equipment Identity), número que identifica cada aparelho. Os criminosos removiam bloqueios técnicos e realizavam a troca de componentes para dificultar a identificação da origem dos equipamentos e para montar um "novo" celular.
Segundo o Ministério Público, operadores contábeis produziam notas fiscais ideologicamente falsas para simular compras em grandes varejistas ou alterar datas de documentos.
O quarto e último núcleo era responsável por desmembrar os aparelhos para comercializar as peças separadamente.
Em números
- Roubo e revenda de celulares; Ministério Público também pediu indenização no valor de R$ 90 milhões por danos morais
- Cerca de 10 mil aparelhos foram apreendidos em São Paulo e em Goi
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