O USPS (Serviço Postal dos Estados Unidos) publicou na noita da sexta-feira (21) normas que restringiriam o voto pelo correio, em sua mais recente iniciativa para atender ao apelo do presidente Donald Trump por limitações a essa prática popular, a poucos meses das eleições legislativas de meio de mandato.
Em um documento de 95 páginas, o USPS esclareceu como implementaria uma ordem executiva assinada por Trump em março, que buscava restringir as cédulas enviadas pelo correio e criar listas de cidadãos, estado por estado, para ajudar a determinar quem tem direito a votar.
Caso as normas entrem em vigor, o Serviço Postal afirmou que não entregará cédulas eleitorais pelo correio em estados que não compartilharem dados de eleitores com a agência federal.
Segundo a nova norma, a agência analisaria cada envelope para verificar sua conformidade com os novos padrões antes de aceitar as cédulas em seu sistema. Essa análise incluiria conferir se o destinatário estava cadastrado no Serviço Postal para receber uma cédula pelo correio e se o envelope da cédula atendia a determinadas especificações.
A ordem executiva de Trump foi em grande parte barrada por tribunais federais em julho, e o Serviço Postal declarou, na norma publicada na sexta-feira, que "não tomará medidas para implementar a norma especificamente para as eleições de 2026", a menos que a Suprema Corte decida a favor do governo.
Em uma petição apresentada à Corte, o Departamento de Justiça afirmou que o governo aguardaria até que ela emitisse uma decisão.
A Suprema Corte está analisando a questão e pode se pronunciar a qualquer momento.
Um porta-voz do Serviço Postal recusou o pedido do The New York Times para comentar na sexta-feira, citando o processo judicial em andamento.
Trump tem afirmado repetidamente, sem apresentar provas, que o voto pelo correio é uma forma de "fraude", embora ele próprio tenha votado dessa maneira várias vezes, inclusive no início desta semana.
O presidente americano admitiu que o combate à fraude não é o único motivo para atacar essa prática. Em março, disse a parlamentares republicanos que aprovar uma lei rigorosa de identificação de eleitores, com restrições às cédulas enviadas pelo correio —hoje mais utilizadas pelos democratas do que pelos republicanos—, "garantiria as eleições de meio de mandato" para seu partido.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.