Ir para o conteúdo

Corumbá - MS | Sábado, 31 de outubro de 2026 | 20:38

ULTRA CONECT
Mundo

Recebemos Flávio, mas não o ajudamos a sair do Brasil, diz secretário dos EUA

Secretário de Estado americano, Marco Rubio também disse que presidente Trump tomou decisão de autorizar a entrada de Flávio no país

3 min de leitura
Mundo — imagem padrão

Candidato derrotado nas eleições presidenciais, o senador desembarcou de um jato privado em Miami, na Flórida, na manhã desta quarta-feira (28/10).

  • 0:23Vídeo, Recebemos Flávio, mas não o ajudamos a sair do Brasil, diz secretário dos EUA, Duration 0,23Há 1 hora.
  • 0:35Vídeo, Equipe médica dança para comemorar alta de último paciente com ebola, Duration 0,3530 outubro 2026.
  • 0:53Vídeo, 'Não tomei partido a pedido de Lula', diz Trump sobre eleição, Duration 0,5330 outubro 2026.
  • 0:33Vídeo, Parlamentares da Armênia trocam socos durante sessão do Congresso, Duration 0,3330 outubro 2026.

Segundo Rubio, o presidente Donald Trump tomou a decisão de conceder a Flávio um "parole" — um tipo de autorização para entrada provisória nos EUA, distinto dos meios convencionais de admissão no país.

O governo dos EUA não estava envolvido em nenhum dos arranjos que ele [Flávio] fez para sair [do Brasil]", disse Rubio. "Não facilitamos em nada.

Veja a declaração de Rubio no vídeo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou no aeroporto de Opa-locka, na região metropolitana de Miami, na manhã desta quarta-feira (28/10), três dias após o 2º turno da eleição presidencial resultar na vitória de seu concorrente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fotografias e vídeos feitos por agências de notícias da Reuters e da Associated Press mostraram o senador desembarcando de um jato privado.

A saída aconteceu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão dos passaportes do senador e o proibir de deixar o país.

O prazo para que o senador entregasse os documentos terminou por volta de 12h de terça-feira (27/10).

Ele deixou o Brasil, segundo informações do governo da Argentina publicadas no X na madrugada, voando até o Equador e, depois, aos Estados Unidos.

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio, a esposa e as duas filhas entraram na Argentina às 22h50 da terça-feira, no horário local.

Ainda de acordo com o governo argentino, a família entrou no país com "documentação hábil de viagem" e sem nenhum impedimento legal.

Às 23h30 do horário local, a família teria embarcado em um voo privado da companhia Baires Fly S. A. com destino a Guayaquil, no Equador, conforme o plano de voo, também segundo o governo argentino.

O pedido de apreensão dos passaportes do senador aconteceu dentro do inquérito que investiga suposta lavagem de dinheiro de Flávio em parceria com seu amigo, o advogado Willer Tomaz.

A investigação, que foi sorteada para o gabinete de Moraes, mira suspeitas envolvendo plataformas de pagamento digital e o setor de apostas no Rio de Janeiro, quando o estado era governado pelo aliado de Flávio, Cláudio Castro (PL), também alvo no inquérito.

Na segunda, Flávio gravou um vídeo dizendo que a decisão "se baseou numa fala do Eduardo [Bolsonaro] de 23 de outubro que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição.

Eu nunca pensei em sair do país", disse o senador no vídeo.

Flávio BolsonaroDonald TrumpEleições 2026 Estados UnidosPolíticaMais recentes BBC News, Brasil © 2026 BBC. A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Leia sobre nossa política em relação a links externos.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo