Ir para o conteúdo

Terça-feira, 22 de setembro de 2026 | Corumbá - MS | 26°C Céu limpo

Mundo

Qual o caminho da 6x1 após proposta ser aprovada na CCJ do Senado?

Projeto segue para votação no plenário em dois turnos, cuja data ainda não foi definida. Proposta é uma das vitrines da campanha de Lula à reeleição.

9 min de leitura
Mundo — imagem padrão

BBC News, Vá para o conteúdo Seções Quem está à frente nas pesquisas para presidente? Veja as estimativas de intenção de voto no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.

  1. Número usado como contato de Moraes aparece ligado a contas digitais no TikTok e aplicativos de celular.
  2. É a maior crise do STF': Gonet deveria se afastar do caso Master e Moraes precisa ser investigado, afirma ex-PGR Claudio Fonteles.
  3. Pattaya, a 'cidade do pecado' onde 5 mil militares americanos desembarcaram após oito meses em alto mar.
  4. André Mendonça admite encontro com Daniel Vorcaro, após vazamento de áudios: 'Uma única vez.
  5. Fim da escala 6x1 no Senado: quem tentar adiar votação 'vai ficar muito mal com a população', diz relator na CCJ27 agosto 2026.
  6. Como é o projeto de trabalho flexível apoiado por Flávio Bolsonaro que vai na contramão da PEC do fim da 6x12 setembro 2026.
  7. PEC da Liberdade ou Escravidão? O que pode mudar no regime de trabalho por hora proposto por Flávio Bolsonaro para barrar fim da 6x18 junho 2026.
  8. 02:58Play Vídeo, Vídeo mostra mãe e filha serem detidas pelo ICE em hospital após sofrerem acidente nos Estados Unidos, Duration 2,58.
  9. 04:42Play Vídeo, Entregadores de bike: o risco diário por trás das entregas por aplicativo, Duration 4,42.
  10. 05:15Play Vídeo, Enchente no Nepal: 'colapso glacial' é provável causa de desastre que matou centenas, Duration 5,15.
  11. 02:27Play Vídeo, 'Bonitinha, mas passa o rodo': Paula Fernandes relembra machismo no início da carreira, Duration 2,27.
  12. 00:31Play Vídeo, Soldado ucraniano surpreende filha em aniversário, Duration 0,31.
  13. 00:33Play Vídeo, 'Minha família foi arrastada pela enchente diante dos meus olhos', Duration 0,33.
  14. 00:43Play Vídeo, As cenas chocantes após avalanche no Nepal, Duration 0,43.
  15. 00:35Play Vídeo, A destruição em vilarejos e estradas no Nepal, Duration 0,35.
  16. 00:26Play Vídeo, Enxurrada arrasta ponte e prédios no Nepal, Duration 0,26.
  17. 01:25Play Vídeo, Dolly Parton: 'Esqueça os peitos, escute o que tenho a dizer', Duration 1,25.
  18. 01:58Play Vídeo, 'Prefiro ser executada': a luta de jovem para se divorciar no Afeganistão, Duration 1,58.
  19. 01:27Play Vídeo, Veterinários fazem cirurgia inovadora em cobra com câncer, Duration 1,27.
  20. Qual o caminho da 6x1 após proposta ser aprovada na CCJ do Senado?Há 24 minutos.
  21. Caso Vorcaro-Moraes pode alimentar onda antipolítica e favorecer Cury e Renan Santos nas eleições 2026, diz cientista políticaHá 1 hora.
  22. Moraes x Mendonça: os bastidores da 'guerra civil' entre ministros do STF2 setembro 2026.
  23. Por que caso Moraes é crise 'sem precedentes' no STF — e o que pode acontecer agora com o ministro2 setembro 2026.
  24. Caso Moraes-Vorcaro dá gás à direita na disputa do Senado e desinfla 'pauta positiva de Lula', diz analista2 setembro 2026.
  25. O ataque na Times Square que matou a vice-presidente do Bank of America2 setembro 2026.
  26. Bomba atômica' e 'terremoto político': o que imprensa internacional disse sobre mensagens entre Vorcaro e Moraes2 setembro 2026.
  27. As reações no mundo político e jurídico aos diálogos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro2 setembro 2026.
  28. 5'Compartilhamos a casa com uma família de ursos que toma banho vários dias por semana na nossa piscina.
  29. 8Augusto Cury sobe nas pesquisas: candidato tira mais votos de Lula ou Flávio Bolsonaro? O que diz analista.
  30. 9STF deve blindar Moraes de investigação, diz especialista: 'Ainda não vi ministros do Supremo perderem nada em qualquer cenário.
  31. 10O ataque na Times Square que matou a vice-presidente do Bank of America.

Crédito, Geraldo Magela/Agência Senado.

Depois da proposta que acaba com o fim da escala 6x1 ter sido aprovada nesta quarta-feira (2/9) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o projeto deve agora ser votado no plenário do Senado em dois turnos.

Para ser aprovada em cada um dos turnos, a proposta precisa do apoio de pelo menos 3/5 dos parlamentares, o que equivale a no mínimo 49 dos 81 senadores.

Caso seja aprovada, a emenda será promulgada em sessão solene do Congresso Nacional, sem necessidade de aprovação do presidente da República.

Ainda não se sabe quando a votação ocorrerá.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pode ser uma das vitrines da campanha à reeleição do presidente Lula.

O governo tem corrido contra o relógio a fim de colocar o projeto para votação a tempo de ser aprovado antes das eleições.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, no entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) deixou a conclusão da votação para depois do primeiro turno da eleição — marcado para 4 de outubro.

Ainda segundo o jornal, Lula tentará convencê-lo a colocar o texto em votação até o segundo turno.

O jornal afirma que, embora integrantes do governo Lula ainda tenham esperança de que haja a votação nesta quinta-feira, nos bastidores a expectativa é que fica para depois, já que haveria resistência de senadores de oposição e de uma ala do centrão.

Esta é a última semana de votações antes das eleições. Caso não seja votada hoje, a proposta dificilmente seria analisada na sexta-feira, 4/9, dia em que o Congresso costuma estar esvaziado.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) determina uma jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em 5 dias de trabalho e dois de descanso — um deles preferencialmente aos domingos —, sem redução salarial.

Hoje, a jornada máxima é de 44 horas semanais, distribuídas em até seis dias de trabalho e um de descanso.

Acordo selado entre Lula e Hugo Motta.

O fim da escala 6x1 foi aprovado na Câmara dos Deputados em 27 de maio, após acordo selado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que busca se reeleger como deputado na Paraíba, estado com forte eleitorado lulista.

Após passar na Câmara dos Deputados, também em dois turnos, a proposta ficou meses engavetada no Senado e só foi destravada após um acordo entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), depois que os dois se reaproximaram em meio à campanha eleitoral.

Veja Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.

Fim do Promoção Agregador de pesquisas.

O relator da PEC do fim da jornada 6x1, o senador senador Omar Aziz, disse, ao abrir a sessão da CCJ, que "aqueles que defendem a família deveriam defender também essa proposta.

Após ler as 35 emendas encaminhadas à proposta, Aziz pediu a aprovação do projeto do jeito que está, sem nenhuma alteração. Mais uma emenda foi apresentada ao longo da sessão e todas foram rejeitadas, mantendo o texto original.

Se houvesse alguma alteração, o texto voltaria para a Câmara dos Deputados.

Essa é uma PEC da empatia", disse Aziz. "A PEC não é só para reduzir a jornada de trabalho, ela vai além da jornada de trabalho.

A PEC prevê que a obrigatoriedade de ao menos dois dias de folga entre em vigor 60 dias depois da promulgação da alteração constitucional, etapa que ocorre logo após a aprovação no Congresso.

Já a redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas entraria em vigor em duas etapas. Primeiro, haveria a redução para 42 horas, também após os 60 dias. O limite de 40 horas seria alcançado após mais um ano.

Além da PEC do fim da escala 6x1, outras propostas tidas como fundamentais para a campanha de Lula também foram destravadas no Senado.

A mesma CCJ aprovou o texto-base da PEC da Segurança Pública, que estabelece na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), para integrar o combate ao crime organizado entre municípios, estados e o país.

A ideia do governo é também criar o Ministério da Segurança Pública.

A MP segue para votação na Câmara dos Deputados para, depois, voltar ao plenário do Senado.

Flávio Bolsonaro não responde se votará a favor ou contra o fim da escala 6x1.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato mais competitivo contra Lula, segundo as pesquisas eleitorais, evitou responder, no domingo (30/08), se votará a favor ou contra o fim da escala 6x1quando a proposta for ao plenário.

Questionado sobre o tema em entrevista à TV Record, optou por defender a PEC alternativa que apresentou em maio com o coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), e outros senadores de oposição.

A proposta cria um novo modelo em que o empregado recebe por horas trabalhadas e funcionaria simultaneamente ao regime tradicional de CLT — empresas e trabalhadores poderiam optar entre os dois.

Segundo esses parlamentares, que chamam a proposta de "PEC da Liberdade", a ideia é aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho e dar aos trabalhadores a possibilidade de escolher se querem trabalhar mais ou menos tempo, de acordo com suas necessidades.

O texto prevê que acordos individuais vão prevalecer sobre acordos coletivos de trabalho. Já a remuneração e benefícios como 13º salário, férias e licença-maternidade seriam calculados de forma proporcional às horas trabalhadas.

A PEC da oposição não acaba com a escala 6x1, nem prevê a redução do limite de jornada de 44 horas semanais para 40 horas, sem redução salarial.

Há ainda a visão entre opositores de que Palácio do Planalto adotou a redução da jornada de trabalho como bandeira eleitoral para tentar impulsionar a reeleição de Lula.

Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) dizem que a redução da jornada vai aumentar os custos das empresas, pressionando a inflação.

Luiz Inácio Lula da SilvaCongresso NacionalPolíticaTrabalhoBrasilEleições 2026 Pular Assista e continuarAssista Fim de Assista.

BBC News, Brasil © 2026 BBC. A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos. Leia sobre nossa política em relação a links externos.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo
Candidatos ao Senado pelo RJ participam de debate no g1
Brasil

Candidatos ao Senado pelo RJ participam de debate no g1

Houve um bloco de temas livres e as considerações finais. Mais cedo, Crivella (Republicanos), Carlos Jordy (PL), Pedro Paulo (PSD) e Marcos Dias (Podemos) discutiram sobre os mesmos temas. Veja como foi.

Em Brasil