O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou o início de operações coordenadas entre a autoridade migratória e a polícia para deportar migrantes em situação irregular no país.
O líder de ultradireitista chegou ao poder em 7 de agosto com uma agenda de linha dura, que ficou em suspenso após um forte terremoto atingir o país no último dia 10.
O tremor matou mais de 300 pessoas, destruiu milhares de casas e deixou regiões inteiras em estado de emergência.
Segundo um vídeo vazado de uma reunião do conselho de segurança realizada no domingo (23), em Barranquilla, no norte do país, o presidente deu a instrução de identificar e deter, em primeiro lugar, migrantes envolvidos em crimes.
A ordem para a Migração é clara: primeiro, os que estão cometendo crimes; segundo, os que não têm a situação regularizada e que, no devido tempo, terão de ser deportados", afirmou.
O encontro foi realizado na cidade caribenha onde estabeleceu uma sede presidencial alternativa à de Bogotá.
Não vou aceitar imigração ilegal. Primeiro os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos, para que isso fique claro para todo mundo", acrescentou.
A Colômbia foi, na última década, o principal destino da imigração venezuelana que fugiu crise em seu país. O Acnur, a agência da ONU para refugiados, estimou em 3 milhões o número de venezuelanos na Colômbia em 2025.
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Tradicionalmente, a direita colombiana promoveu políticas de acolhimento para a diáspora venezuelana, com um forte discurso contra o chavismo.
Deportados! É uma ordem presidencial que deve começar a ser cumprida já nesta semana. Não vou aceitar migrantes ilegais, venham de onde vierem", disse o presidente.
É uma decisão política, e eu a assumo. É uma decisão administrativa, e eu a assumo", acrescentou.
Marcada por seis décadas de conflito armado, a Colômbia não tem tradição de receber migrantes; pelo contrário, tem visto milhões de pessoas fugirem da violência e da pobreza para os Estados Unidos, a Espanha e outros países.
Em números
- O tremor matou mais de 300 pessoas, destruiu milhares de casas e deixou regiões inte
- O Acnur, a agência da ONU para refugiados, estimou em 3 milhões o número de venezuelanos na Colômbia em 2025
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.