Em entrevista à ONU News, primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirma que seu país será “um construtor de pontes” em um mundo onde “todos estão a ser penalizados” por crises, conflitos e guerras atuais; líder do Governo de Portugal elogiou António Guterres como “uma referência moral” e defendeu que língua portuguesa seja idioma oficial na ONU até 2030.
Em janeiro de 2027, Portugal voltará a assumir um assento rotativo no Conselho de Segurança da ONU com um mandato de dois anos. O país pretende investir em diálogo e na “construção de pontes” para ajudar a mitigar os efeitos de um mundo cada vez mais polarizado e fragmentado por um número recorde de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial.
Em entrevista à ONU News, o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, afirmou que apesar de todos os desafios atuais, é preciso ter confiança no multilateralismo e no entendimento entre as nações.
Luís Montenegro elogiou o trabalho das Nações Unidas, que descreveu em seu discurso como uma “obra-prima política da humanidade”. Segundo ele, mesmo com os desafios geopolíticos, o secretário-geral António Guterres demonstrou ser uma “referência moral” em sua liderança de 10 anos à frente da organização.
O líder do Governo de Portugal ressalta que a crise atual no Oriente Médio, que fez disparar o preço dos combustíveis, é uma espécie de “masoquismo coletivo” no qual todos saem perdendo.
Para Luís Montenegro, é possível através da diplomacia resolver este e outros desafios de forma urgente.
Durante sua passagem por Nova Iorque, o primeiro-ministro de Portugal manteve uma agenda cheia participando de várias reuniões bilaterais com chefes de Estado e de Governo, discursou no Encontro de Alto Nível sobre Ação Climática e Transição Justa ressaltando que 70% da energia utilizada em seu país vem de fontes renováveis.
Além disso, ele tocou o sino para abertura do pregão na Bolsa de Valores de Nova Iorque, fortalecendo o perfil de Portugal como destino de investimentos estrangeiros.
E segundo Montenegro, o sucesso de Portugal não é obra do acaso, mas deve-se “à capacidade do povo português de se superar” diante dos desafios.
Nas Nações Unidas, Portugal tem liderado iniciativas nas áreas de paz e segurança, se destacado como país-contribuinte para as Missões de Paz da organização, patrocina e apoia resoluções sobre ação climática e proteção marinha, tecnologia digital, além de investir na defesa dos direitos das mulheres, crianças e juventude.
Com acesso a uma rede de países nos quatro cantos do globo, pelos seus laços históricos, Portugal participa ainda da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp.
Para o primeiro-ministro, essa parceria com as nações lusófonas agrega valor a Portugal fora e dentro de casa tendo como fio condutor a língua em comum.
O primeiro-ministro de Portugal encerrou a entrevista informando que iniciou ao lado de outros países de língua portuguesa um grupo de trabalho informal para estudar o caminho que levará o português a se tornar língua oficial das Nações Unidas.
Para Montenegro, com um universo de 300 milhões de falantes e como a maior língua no Hemisfério Sul, já está na hora de o português assumir o seu protagonismo na maior organização internacional do mundo.
Em 2008, o Governo de Portugal lançou a iniciativa para “Internacionalização da Língua Portuguesa” em uma Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, em Lisboa, com o objetivo de aumentar a presença do idioma no mundo elevando assim a afirmação política das nações lusófonas no cenário global.
Nas Nações Unidas, atualmente, existem seis língua oficiais: árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo.
Leia a íntegra da entrevista do primeiro-ministro de Portugal a Monica Grayley, da ONU News.
Primeiro-ministro português, Luís Montenegro, encerrou primeira parte do Debate Geral de líderes internacionais, nesta quinta-feira com discurso sobre soluções para impasses e crises globais; chefe do Governo de Portugal disse que ONU é “obra-prima da humanidade” e que seu país voltará ao Conselho de Segurança focando em “prevenir, cooperar e proteger.”.
Em entrevista exclusiva à ONU News, o Chefe de Governo português ressalta papel único da ONU para o multilateralismo, mas lembra que deve haver uma introspecção sobre o que não tem funcionado bem incluindo impasses no Conselho de Segurança; Portugal assumirá seu assento permanente no Conselho de Segurança em janeiro, quando ocupará a Presidência da Casa; leia a íntegra da conversa de Montenegro com Monica Grayley.
Em números
- Para Montenegro, com um universo de 300 milhões de falantes e como a maior língua no Hemisfério S
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