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Popular entre famosos e anônimos, padel cai nas graças dos franceses e ganha quadras de Roland Garros

O padel vem conquistando cada vez mais adeptos na França. A modalidade seduz tanto iniciantes quanto atletas experientes e o Paris Major, campeonato internacion

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Popular entre famosos e anônimos, padel cai nas graças dos franceses e ganha quadras de Roland Garros

O padel vem conquistando cada vez mais adeptos na França. A modalidade seduz tanto iniciantes quanto atletas experientes e o Paris Major, campeonato internacional do esporte realizado nas quadras de Roland Garros realizado em setembro, atrai milhares de espectadores.

Raquetes à mão, quadra e uma bolinha verde que vai e vem sem parar por cima da rede. Esta poderia ser perfeitamente a descrição de uma partida de tênis, mas é do padel que estamos falando.

O esporte vem se tornando cada vez mais popular na Europa e, principalmente, na França, onde conta hoje com mais de 850 mil praticantes, entre famosos e anônimos, segundo números da Federação Francesa de Tênis, responsável pela modalidade no país.

Para os amantes desse esporte, os motivos para essa popularidade recente e crescente são variados. Atletas amadores ouvidos pela RFI classificam a modalidade, praticada em duplas, como "divertida", "lúdica", "convivial" e "desafiadora.

No caso do agente imobiliário Philippe, de 27 anos, o padel começou como uma paixão, que foi aos poucos tomando o lugar do tênis na sua vida, e acabou virando também um negócio, o motivando a abrir um clube da modalidade.

Já para a escrivã e atleta amadora Aurélie, de 42 anos, o que mais a atrai é a acessibilidade e o espírito comunitário da modalidade. “Eu jogo há dois anos, mais ou menos.

Comecei por influência do meu marido, que já praticava há mais tempo. E, quando a gente abriu quadras de padel no nosso clube, eu entrei de cabeça”.

Além da acessibilidade, Aurélie destaca outros fatores que, na visão de um amante da modalidade, podem ter contribuído para tornar o padel um esporte cada vez mais popular.

Aurélie e Philippe estão entre os mais de 81 mil espectadores que acompanharam o Paris Major, campeonato internacional de padel realizado no mês de setembro na capital francesa.

Desde 2022, o torneio ocupa nada menos que Roland Garros, um dos maiores templos do tênis. Um indicativo do patamar que a modalidade vem alcançando na França e no cenário internacional.

Criado no México, no fim da década de 1960, o padel atrai hoje adeptos de diferentes idades e perfis. Anônimos e famosos estão entre os mais 850 mil praticantes na França, como Zinedine Zidane, lenda do futebol e hoje treinador da seleção francesa.

Os jogadores do PSG, Ferran Torres e Fabián Ruiz, por exemplo, estiveram em Roland Garros para prestigiar o Paris Major, ao lado de Nasser Al-Khelaïfi, presidente do clube.

Em uma breve entrevista à Federação Internacional de Padel durante o torneio, Ferran disse que gosta de praticar o esporte nos seus momentos de lazer: “Não tenho muito tempo, mas sempre que posso eu jogo padel”, revelou.

Para receber o Paris Major, as quadras de Roland Garros foram adaptadas, sendo cercadas com paredes de vidro nos fundos e grades nas laterais, formando uma espécie de caixa em volta.

Assim é uma quadra de padel, no qual, diferentemente do tênis, a bola só sai se ultrapassar essas paredes, de 4 metros de altura. Os duelos são sempre em duplas.

Os pontos são marcados quando a bolinha quica duas vezes no lado adversário ou quando ela sai do espaço confinado em volta da quadra. O que gera duelos dinâmicos, com vários rallyes, que ultrapassam muitas vezes os limites das paredes de vidro, algo permitido pela regra.

O sistema de pontuação é semelhante ao do tênis, seguindo a sequência 15/30/40 e Game. Para fechar um set, é preciso fazer seis games. A dupla que ganhar dois sets primeiro vence a partida.

No Paris Major em Roland Garros, as duplas eram formadas por atletas de diferentes países. No entanto, apesar de ter sido realizado na França, os espanhóis reinaram no torneio.

Jovem promessa da Espanha, Martina Calvo, de apenas 18 anos, acredita que o segredo do sucesso de seu país no padel está principalmente no trabalho de base que a federação nacional faz desde cedo com os atletas iniciantes.

Martina Calvo e sua dupla, Claudia Fernández, foram vice-campeãs do Paris Major, perdendo a final para Ari Sanchez e Andrea Ustero. Todas espanholas.

Diante desse cenário, a França não quer ficar para trás. Para tentar se igualar a nível profissional, a federação nacional criou um centro de treinamento para atletas de elite, em 2025, e anunciou um investimento de € 85 milhões na modalidade.

Com esses valores somados à paixão e interesse crescente dos fãs, o futuro do padel se mostra cada vez mais promissor na França e na Europa. Game, set e match… quem vence é o esporte.

Em números

  • Aurélie e Philippe estão entre os mais de 81 mil espectadores que acompanharam o Paris Major, camp
  • Anônimos e famosos estão entre os mais 850 mil praticantes na França, como Zinedine Zidane, lend
  • Um centro de treinamento para atletas de elite, em 2025, e anunciou um investimento de € 85 milhões na modalidade

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