A entrada dos veículos elétricos chineses no mercado europeu atingiu uma marca simbólica: no Salão do Automóvel de Paris, aberto nesta segunda-feira (12), o número de fabricantes chinesas iguala o de europeias.
A participação de marcas do país asiático dobrou em relação à última feira, em 2022, com um total de 20 montadoras.
Não é preciso andar muito para constatar essa “invasão” chinesa: já no primeiro pavilhão, nomes ainda pouco conhecidos no continente, como a Li Auto, buscam ganhar espaço no mercado europeu.
Focada na gama premium para famílias e na condução autônoma, a Li Auto é a número 1 dos carros elétricos e híbridos de luxo na China – que ainda têm pouca penetração na clientela europeia.
Marcas com presença mais consolidada, como SAIC, Chery e a BYD, que dominam 90% das vendas de veículos chineses no bloco europeu, chegam ao Salão do Automóvel com grandes estandes e uma dezena de modelos cada.
Lionel French Keogh, diretor operacional do Grupo Chery na França, nota que os preços mais competitivos, apesar das tarifas de importação impostas pela União Europeia, levam os carros da China a conquistarem cada vez mais espaço.
Os carros chineses já representam 10% das vendas de veículos na Europa. A estratégia de penetração na região passa por fabricar uma parte crescente dos carros no próprio continente, mas também inclui prazos longos de garantia (sete anos no caso da Chery), ampla rede de assistência técnica e estoques de peças.
Além disso, a Geely promoveu uma ambiciosa campanha de aquisição ou associação a marcas tradicionais europeias, como Volvo, Aston Martin e Smart. No ano passado, o grupo chinês comprou 26% da Renault do Brasil – o terceiro mercado mais importante da marca francesa.
Na Europa, onde a indústria automotiva tem maior peso na economia, o avanço chinês é visto com preocupação. Bruxelas acaba de finalizar um acordo com Pequim que inclui um limite de 350 mil unidades híbridas e híbridas plug-in importadas da China por ano.
Nos pavilhões do salão nesta segunda-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a medida como “uma forma de proteger” a indústria do bloco “da concorrência desleal.
Em números
- Bruxelas acaba de finalizar um acordo com Pequim que inclui um limite de 350 mil unidades híbridas e híbridas plug-in importadas d
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