A OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) afirmou, na quarta-feira (23), que seus observadores não foram convidados para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que serão realizadas em novembro, e classificou a decisão como "lamentável.
Estas serão as primeiras eleições federais nos Estados Unidos, desde que a OSCE começou a observar eleições no país, para as quais a organização não recebeu um convite", afirmou o Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos da OSCE em um comunicado.
A organização indicou que a decisão "não está em consonância com os compromissos assumidos por todos os Estados participantes da OSCE". Os Estados Unidos fazem parte da organização.
Após mais de duas décadas em que os Estados Unidos acolheram observadores da OSCE em suas eleições federais, esta decisão representa um afastamento significativo da prática democrática", disse Pere Joan Pons, presidente da Assembleia Parlamentar da OSCE.
Lamento profundamente esta decisão", acrescentou.
Desde 2002, a OSCE observou 12 eleições federais nos Estados Unidos, incluindo seis midterms.
Fundada em 1975 para amenizar as tensões entre o Leste e o Oeste durante a Guerra Fria, a OSCE, com sede em Viena, possui 57 membros da Europa, Ásia Central e América do Norte.
Conforme as eleições se aproximam, o presidente Donald Trump está pedindo aos republicanos que transformem as eleições legislativas de meio de mandato de novembro em uma espécie de referendo sobre ele.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na semana passada apontou que a aprovação de Trump está no menor nível já registrado, com 32%, enquanto os democratas tinham oito pontos de vantagem sobre os republicanos entre os eleitores entrevistados sobre qual partido apoiariam para o Congresso.
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