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Open IA invade site com dados da saúde pública da Austrália

Esta não é a primeira vez que a Open IA realiza invasões não autorizadas por meio de sistemas de inteligência artificial. Em julho deste ano, “agentes” de IA da

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Albanese informou que o portal invadido continha dados sobre os gastos com saúde pública da Austrália. Ele reclamou da fragilidade dos protocolos de segurança da Open IA e do fato de a empresa dos Estados Unidos (EUA) ter comunicado a invasão apenas no dia 10 de setembro, quase dois meses depois do incidente.

A Austrália montou uma força tarefa para investigar o incidente, o que pode resultar em medidas judiciais, policiais e legislativas para punir os responsáveis e impedir novos ataques cibernéticos.

Anthony Albanese explicou que a invasão ocorreu após uma pesquisa da Open IA sobre gastos com saúde não ter conseguido acessar dados restritos do governo australiano.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Open IA não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Esta não é a primeira vez que a Open IA realiza invasões não autorizadas por meio de sistemas de inteligência artificial. Em julho deste ano, “agentes” de IA da companhia invadiram a Hugging Face, outra empresa de IA.

Em comunicado oficial, a Open IA disse que o incidente ocorreu por problemas no desenvolvimento dos sistemas de IA e que novas medidas de segurança teriam sido adotadas.

A invasão do portal australiano foi divulgada em meio aos debates no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na quarta-feira (23), sobre uma governança global dos sistemas de IA.

O co-presidente do Painel Internacional Independente da ONU sobre IA, professor Yoshua Bengio, destacou que os “agentes” de IA atuam de maneira “inaceitavelmente perigosa”.

Ainda segundo o especialista, as empresas que constroem os sistemas de IA mais poderosos não oferecem soluções técnicas convincentes, apesar de admitir que seus produtos representam riscos.

O CEO da Open IA, Sam Altman, também discursou no Conselho de Segurança, reconhecendo os riscos da IA. Ele defendeu uma governança global para definir parâmetros para uso seguro da tecnologia.

O debate na ONU opõe os Estados Unidos (EUA), que rejeitam limitar o avanço da IA e criticam a tentativa de criar uma governança global da tecnologia, à China e outros países, como o Brasil, que defendem que haja cooperação entre as nações para definir parâmetros de segurança para IA.

O diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, Michael Kratsios, disse na ONU que o objetivo do governo de Donald Trump é garantir “avanços contínuos” da IA que beneficiem os EUA.

Por outro lado, o representa da China no Conselho de Segurança, Fu Cong, defendeu a cooperação em IA entre os países e destacou que a noção de "nós contra eles” no setor de tecnologia serve à "tentativa de certas grandes potências de manter sua vantagem tecnológica por meio do monopólio em sua busca pela hegemonia digital.

Ainda segundo o diplomata chinês, “a IA é um bem comum a toda a humanidade e não deve se tornar um jogo exclusivo de países e pessoas ricas”.

>> Waico e Pax Silica: entenda disputa entre China e EUA por futuro da IA.

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