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OMS alerta: longevidade das europeias oculta saúde frágil e disparidades

Apesar dos avanços na redução da mortalidade materna, mulheres do continente vivem mais anos com doenças crônicas, subdiagnósticos e invisibilidade estatística

3 min de leitura
OMS alerta: longevidade das europeias oculta saúde frágil e disparidades

Apesar dos avanços na redução da mortalidade materna, mulheres do continente vivem mais anos com doenças crônicas, subdiagnósticos e invisibilidade estatística na terceira idade.

Um novo estudo da Organização Mundial da Saúde, OMS, sobre a Europa revela uma evolução positiva nas últimas duas décadas: a mortalidade materna diminuiu de forma geral na região, onde mais de 98% dos partos ocorrem em unidades de saúde e cerca de 99% contam com assistência profissional qualificada.

No entanto, por trás desse reflexo de melhorias em cuidados clínicos, vigilância e atenção política, esconde-se uma realidade muito mais complexa.

Entre 2018 e 2022, mais de 3,5 mil mulheres morreram por causas maternas na região. A grande maioria desses óbitos poderia ter sido evitada. Desde 2013, a queda das taxas estagnou, registrando altas na Europa Oriental e do Norte.

O relatório destaca que o debate sobre a saúde feminina tem sido abordado quase que somente pela lente da maternidade, ignorando que a maior parcela do sofrimento e das mortes ocorre em outras fases da vida.

Embora estejam a viver mais tempo, as mulheres passam mais anos do que os homens a conviver com doenças crônicas e incapacidades.

Os fatores incluem desigualdades geográficas no acesso a cuidados, pois o local de residência continua a ditar as hipóteses de longevidade e saúde. Na Ásia Central e na Europa Oriental a taxa de desigualdade continua a mesma há mais de duas décadas.

Também é ditada pelo diagnóstico oculto, no qual em mulheres com 45 anos ou mais, as mortes têm 14% mais probabilidades de serem classificadas em categorias imprecisas como "causas mal definidas", parada cardíaca ou fragilidade.

Os diagnósticos são tardios, menos investigados e subrepresentados em pesquisas médicas, especialmente em doenças cardiovasculares, a principal causa de morte.

Por fim, a violência sem limites de idade afeta mulheres. Mesmo as mais velhas continuam sofrendo violência por parceiros íntimos e abusos psicológicos, embora o problema seja frequentemente subnotificado devido a estigmas e barreiras legais.

Para fechar as lacunas de saúde entre mulheres e homens a sugestão são medidas que vão além da melhoria na entrega de cuidados de saúde. Há urgência de reforçar sistemas de dados que moldam a compreensão da saúde feminina ao longo de toda a vida.

Para isso é essencial que haja diagnósticos inclusivos, vigilância de saúde pública e em caso de mortalidade a emissão de certidões mais rigorosas, investigações mais profundas de mortes em idades avançadas e maior especificidade de registro.

A Organização Mundial da Saúde apela a investimentos imediatos e à implementação urgente de políticas públicas para integrar o combate à violência contra as mulheres nas políticas nacionais de saúde e garantir ambientes de apoio.

As ações visam assegurar a disponibilidade de serviços essenciais, incluindo cuidados pós-agressão, remover barreiras para que as sobreviventes tenham acesso a cuidados de saúde de alta qualidade e mecanismos de qualidade e responsabilização.

Em números

  • Entre 2018 e 2022, mais de 3,5 mil mulheres morreram por causas maternas na região

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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