Ir para o conteúdo

Sexta-feira, 9 de outubro de 2026 | Corumbá - MS | 28°C Tempestade

Mundo

Navi Pillay alfineta presidente dos EUA ao agradecer Nobel da Paz 2026: 'Talvez eu divida o prêmio com

Pillay é um exemplo na promoção da paz e do direito internacional', segundo o Comitê do Nobel. Ela foi a primeira mulher não branca na Suprema Corte do seu país

3 min de leitura
Navi Pillay alfineta presidente dos EUA ao agradecer Nobel da Paz 2026: 'Talvez eu divida o prêmio com

Ao saber que foi escolhida para receber o Prêmio Nobel da Paz 2026, a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, de 85 anos, alfinetou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e se disse surpresa com a premiação.

  • garantiu que Nelson Mandela tivesse acesso a um advogado quando ele estava preso durante o Apartheid.
  • se tornou a primeira mulher não branca na Suprema Corte da África do Sul.
  • chefiou a área de direitos humanos da ONU.
  • presidiu o comitê contratado pela ONU que determinou que Israel cometeu genocídio em Gaza.

Navanethem 'Navi' Pillay é a vencedora do Nobel da Paz.

Ovacionada no Palácio de Justiça de Nuremberg, na Alemanha, onde estava nesta sexta-feira (9), Pillay brincou que, se os presentes aplaudissem mais, "talvez eu divida esse prêmio com [Donald] Trump.

Além de alfinetar Trump, que defendia a sua própria candidatura ao Nobel da Paz, a jurista sul-africana também fez referência à oposicionista venezuelana Maria Corina Machado.

Laureada com o prêmio no ano passado, ela entregou a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump e disse que o presidente dos EUA, de quem é aliada, merecia o prêmio.

Pillay disse também ter ficado surpresa com sua premiação. "Sendo advogada e juíza, eu ainda quero verificar essa informação [do prêmio Nobel]", disse.

Acho muito apropriado estar aqui com amigos e colegas, todos comprometidos com a defesa dos direitos humanos. A última coisa que fiz foi entregar o relatório sobre Gaza, classificando o que está acontecendo lá como genocídio.

Uma das principais reações a esse relatório foi uma homenagem à minha coragem. E vocês podem imaginar como fiquei surpresa. Por que seria necessário ter coragem para dizer a verdade.

Você interpreta a lei, analisa todos os fatos. Trata-se, portanto, de uma tomada de decisão imparcial. Muito obrigada, de verdade. Espero que isso [Nobel da Paz] não seja uma brincadeira, foi tudo o que eu disse [ao comitê]", afirmou Pillay.

Ela disse também que atualmente ela atua como juíza em um processo movido pela Gâmbia contra Mianmar, e disse que não pensa em parar no momento apesar de ter 85 anos.

Obviamente, não posso interromper meu trabalho em apoio à Academia dos Princípios de Nuremberg, por causa das pessoas que encontramos aqui. Mas, de verdade, muito obrigada.

Espero que isso não seja uma brincadeira, então. Foi tudo o que eu disse.

Ela foi laureada "por sua coragem e integridade excepcionais em sua atuação jurídica e por seus esforços para promover a paz e o direito internacional", afirmou o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes.

Em sua atuação jurídica de décadas, Pillay.

O compromisso de Navi Pillay com os princípios jurídicos universais e sua firme bússola moral são constantes ao longo de sua extensa carreira. Nascida em uma família de origem tâmil indiana, durante o apartheid, em Durban, na África do Sul, Pillay tornou-se advogada e pioneira no campo jurídico, enfrentando a profunda discriminação estrutural, a segregação e a exclusão", afirmou Frydnes.

Pillay foi a 21ª mulher a ser laureada com o Nobel da Paz, de um total de 144 vencedores.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo