Primeiro-ministro português, Luís Montenegro, encerrou primeira parte do Debate Geral de líderes internacionais, nesta quinta-feira com discurso sobre soluções para impasses e crises globais; chefe do Governo de Portugal disse que ONU é “obra-prima da humanidade” e que seu país voltará ao Conselho de Segurança focando em “prevenir, cooperar e proteger.”.
Portugal está determinado a combater o que chamou de “masoquismo coletivo” buscando soluções e consensos para enfrentar as atuais crises política e econômica que afetam o globo e acabar com elas “rapidamente”.
A declaração foi dada pelo primeiro-ministro do país, Luís Montenegro, em seu discurso à Assembleia Geral como parte do debate anual de líderes internacionais, em Nova Iorque.
Ao citar conflitos e guerras nos quatro cantos do globo, ele lembrou que todos eles têm consequências para as pessoas.
Luís Montenegro mencionou o conflito entre Israel e palestinos, a guerra no Sudão, na Ucrânia e os confrontos com o Irã e outras partes enfatizando que o mundo precisa mais do que nunca, investir num diálogo para a paz.
Para o líder português, é preciso discutir um mecanismo de formação do preço internacional do petróleo para evitar a dependência e especulação que existem em momentos de crise.
Nas Nações Unidas, Portugal tem liderado várias iniciativas de paz e segurança, atuando em missões na África, e de desenvolvimento sustentável. O país europeu abrigou a Conferência dos Oceanos, em 2022, e tem investido fortemente nas economias verde e azul, promovido ação climática e redução crescente de emissões de dióxido de carbono na atmosfera.
O primeiro-ministro de Portugal abordou ainda uma questão defendida por todos os países de língua portuguesa que é o protagonismo do idioma nas Nações Unidas, com vista a fazer do português, língua oficial da organização.
Para o líder do Governo de Portugal, Luís Montenegro, as Nações Unidas continuam sendo uma “obra-prima política da humanidade” e o mundo precisa investir em esperança para criar um futuro melhor.
Segundo ele, os Estados-membros da ONU devem produzir juntos soluções para desafios coletivos. Ele lembrou que Portugal tem feito a sua parte, e que em 2027, o país retornará a um assento rotativo do Conselho de Segurança com três focos.
O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, participou de vários encontros na sede da ONU como também em Nova Iorque, onde tocou o sino que abre o pregão da Bolsa de Valores da cidade destacando o seu país como um destino de investimentos estrangeiros.
Montenegro também falou à ONU News em uma entrevista sobre o futuro da língua portuguesa, planos de Portugal no Conselho de Segurança, cooperação com países lusófonos e esforços para a paz.
Portugal inicia a possibilidade de solicitação do estatuto de apátrida em seu território; nova legislação foi elogiada pelo Acnur, que classifica a medida como um marco histórico na proteção jurídica dessas pessoas e um avanço importante para combater a apatridia na União Europeia.
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