Primeiro-ministro destacou foco na criação de oportunidades para os jovens através da educação; ao discursar na Assembleia Geral, Francisco Carvalho abordou ainda desafios de segurança na região, crise climática e valorização das Nações Unidas.
O pequeno arquipélago de Cabo Verde é composto por 10 ilhas, com uma extensão territorial total de 4. 030 km². Ao assumir o “palco do mundo” para discursar na Assembleia Geral da ONU, neste sábado, o primeiro-ministro do país, afirmou que “o tamanho do território nunca determina o tamanho dos sonhos”.
Francisco Carvalho adicionou que “a maior riqueza de uma nação está nas pessoas” e ensinou para os líderes e diplomatas presentes a palavra “Morabeza”, que define a cordialidade e simpatia do povo cabo-verdiano.
Falando em Crioulo, ele ressaltou que as metas e acordos firmados na ONU apontam para um desenvolvimento sustentável centrado nas pessoas, capaz de transformar compromissos globais em mudanças concretas na vida de cada população.
Nesse sentido, o primeiro-ministro destacou algumas prioridades do Governo para colocar Cabo Verde nesta direção.
Para o líder cabo-verdiano, a criação de oportunidades para os jovens, especialmente na África, que abriga a maior população jovem no mundo, é um caminho essencial para combater o terrorismo, o extremismo violento e a criminalidade transnacional.
Ele também defendeu estratégias de prevenção, instituições fortes e cooperação entre países para lidar com esses desafios de paz e segurança.
Sobre a crise climática, Francisco Carvalho enfatizou a injustiça vivenciada pelos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, que sofrem os piores impactos mesmo não tendo contribuído com as causas do aquecimento global.
O primeiro-ministro destacou que o país atua há muitos anos em fóruns internacionais para que sejam criados mecanismos para proteger o território, a economia, a cultura e o futuro de países que estão na linha de frente das mudanças climáticas.
Francisco Carvalho deixou uma mensagem de valorização das Nações Unidas, como único espaço capaz de promover a cooperação entre os povos e a construção de caminhos comuns.
Ele defendeu reformas que garantam para a África uma representação mais justa no seio da organização.
O líder cabo-verdiano concluiu sua fala dizendo que num tempo de fragmentação, confrontação e uso da força, é preciso recuperar a confiança, fortalecer a cooperação e reafirmar o direito internacional.
Ele ressaltou que apesar de pequeno, Cabo Verde faz sua parte, aprendendo e ensinando a dialogar, a construir pontes e procurar consensos.
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