Ir para o conteúdo
Mundo Revisado por ULTRA AI

Minoria rohingya sofre violações constantes em Mianmar, alerta relatório

ONU menciona situação dos direitos humanos, em particular a das comunidades minoritárias, por atingir um novo mínimo histórico; ausência do Estado de direito fa

4 min de leitura
Minoria rohingya sofre violações constantes em Mianmar, alerta relatório

ONU menciona situação dos direitos humanos, em particular a das comunidades minoritárias, por atingir um novo mínimo histórico; ausência do Estado de direito facilitou expansão de economias ilícitas que financiam o conflito e agravam a crise humanitária em toda a região.

A população rohingya em Mianmar tem vindo a sofrer abusos de direitos humanos cada vez mais graves, em contexto marcado pelo impacto das economias ilícitas e da exploração desregulada de recursos naturais.

As conclusões constam de um novo relatório publicado nesta segunda-feira pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Acnur.

A publicação que abrange o período entre 1 de junho de 2025 e 31 de maio de 2026 detalha como a violência incessante e a economia de guerra atuam em conjunto, expondo as populações civis a sofrimento generalizado.

O Acnur nota que o recurso das forças militares a táticas destinadas a impor o medo e o controle, facilitadas pelo uso de novas tecnologias para ampliar a vigilância, permeia todos os aspetos da vida quotidiana em Mianmar.

Ao destacar atos de violência militar contra a população civil, o relatório assinala ataques aéreos persistentes, incêndios criminosos, deslocamentos e a recusa de assistência humanitária.

O Acnur dá conta de detenções arbitrárias, tortura, violência sexual e baseada no género, casos de desaparecimento forçado, trabalho e recrutamento forçados, cometidos pelas forças do Exército de Arracão contra minorias étnicas no estado de Rakhine.

Crianças são sistematicamente usadas para trabalho. Testemunhas descrevem crianças de seis anos a desbravar áreas de floresta, construir edifícios e realizar trabalhos braçais para famílias do grupo étnico de Rakhine.

Entrevistados relataram a detenção de rohingya que tentavam escapar ao recrutamento forçado, tendo algumas meninas recorrido ao casamento precoce na esperança de reduzir o risco de recrutamento.

Os antigos detidos descreveram ainda agressões e outras formas de maus-tratos, incluindo espancamentos, queimaduras e outras práticas de tortura.

A falta de oportunidades económicas, os deslocamentos e o recrutamento militar obrigatório levaram a um aumento do número de mulheres no setor da mineração.

Este afluxo agravou os riscos de violência sexual e assédio por parte de supervisores, guardas e membros de milícias que atuavam com absoluta impunidade.

A contaminação ambiental neste setor também prejudicou a saúde materna e reprodutiva. O relatório ressalta os aumentos acentuados de abortos espontâneos e de complicações na gravidez, atribuídas à exposição a metais pesados e produtos químicos.

A ausência do Estado de direito em Mianmar facilitou a expansão de economias ilícitas no país, contribuindo para financiar o conflito, agravar a crise e gerar impactos na região, conclui o relatório.

Por sua vez, o aumento da mineração ilegal, da produção de droga, do tráfico de seres humanos e dos centros de burla tem multiplicado as crises de direitos humanos no país.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, considera que o recente relatório sobre a situação no país retrata um cenário de sofrimento, miséria e crueldade a múltiplos níveis e em todo o país.

O alto responsável apelou aos Estados, empresas e investidores para que reflitam sobre as suas ações ou inação e sobre os impactos sociais e ambientais das suas atividades em Mianmar.

Agência prevê que cerca de 2,4 milhões de pessoas precisarão ser reassentadas no próximo ano; necessidades permanecem mais elevadas no Afeganistão, no Sudão do Sul e na Síria além de refugiados da minoria étnica rohingya, no sudeste da Ásia.

Incidente revela desespero da minoria étnica que foge da perseguição na nação asiática; cortes de ajuda internacional e redução do apoio a refugiados acolhidos em Bangladesh, o país vizinho, também estimulam travessias perigosas pelo mar.

Em números

  • Agência prevê que cerca de 2,4 milhões de pessoas precisarão ser reassentadas no próximo

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

Leia também

Mais em Mundo
Mundo — imagem padrão
Mundo

China’s Xi to visit Kyrgyzstan, Egypt

At the SCO summit, to be attended by member states including Russia and Iran, Xi will discuss deepening cooperation as well as major international and regional issues, Foreign Ministry spokesperson Lin Jian told a daily

Em Mundo
Mundo — imagem padrão
Mundo

Is Japan trying to build bridges with China after Taiwan spat?

Among those in Japan’s delegation is Gaku Hashimoto, a member of the House of Representatives and Takaichi’s ruling Liberal Democratic Party (LDP), alongside lawmakers from the opposition Komeito and Centrist Reform Alli

Em Mundo