Ir para o conteúdo

Segunda-feira, 21 de setembro de 2026 | Corumbá - MS | 30°C Céu limpo

Mundo

Líbano se torna primeiro país do Oriente Médio a abolir a pena de morte

País não executa nenhum condenado desde 2004, mas punição seguia prevista na legislação

3 min de leitura
Mundo — imagem padrão

O Líbano se tornou nesta terça-feira (11) o primeiro país do Oriente Médio a abolir a pena de morte, após aprovação de nova lei pelo Parlamento.

Embora o Líbano não executasse condenados desde 2004, a pena de morte continuava prevista na legislação e era aplicada pelos tribunais em casos de crimes como homicídio, terrorismo e traição.

Cerca de 80 pessoas estavam no corredor da morte no país, segundo o The National, jornal em língua inglesa sediado nos Emirados Árabes Unidos.

O texto estabelece que crimes cometidos antes da entrada em vigor da lei e que poderiam ser punidos com a pena de morte serão punidos com prisão perpétua e trabalhos forçados.

O ministro da Justiça, Adel Nassar, classificou a abolição como histórica e ressaltou que, com a nova lei, não serão mais rejeitados os pedidos apresentados por Beirute para a extradição de suspeitos de países onde a pena de morte foi abolida.

Ramzi Kaiss, pesquisador sobre o Líbano da ONG Human Rights Watch, declarou à AFP que a medida é "um passo monumental para os direitos humanos no país, que representa uma ruptura clara com uma sentença cruel e arbitrária que nunca deveria ser imposta.

A abolição da pena de morte faz parte de uma série de projetos de lei que serão debatidos na atual sessão legislativa, incluindo uma lei de anistia geral que é discutida há anos.

A lei vinha sendo discutida pelo Parlamento nos últimos meses. Em julho, três comissões parlamentares aprovaram conjuntamente um projeto que substituía a pena de morte por prisão perpétua, mas a votação em plenário foi adiada depois que parlamentares das Forças Libanesas abandonaram a sessão, provocando a perda do quórum necessário.

A discussão ocorreu em meio a um debate mais amplo sobre a reforma do sistema penitenciário libanês, marcado pela superlotação e por críticas a atrasos judiciais, abusos e interferência política.

Cerca de 8. 500 pessoas estavam presas no país, cuja capacidade carcerária é de aproximadamente 4. 500 vagas. Paralelamente, o Parlamento discute há anos uma lei de anistia geral para reduzir a população carcerária.

O projeto de abolição também vinha sendo defendido como uma forma de aproximar a legislação libanesa das convenções internacionais de direitos humanos. Em junho, o presidente da Comissão de Justiça do Parlamento afirmou que a medida colocaria o país em conformidade com as convenções internacionais sobre direitos humanos.

As Nações Unidas saudaram a decisão do Líbano e instaram outros países do Oriente Médio e do Norte da África a fazer o mesmo.

Louvo a decisão do Parlamento libanês de abolir formalmente a pena de morte no país. O Líbano é agora o primeiro país da região a fazê-lo, e conclamo os demais países que ainda mantêm a pena de morte a seguir seu exemplo e pôr fim a essa prática desumana", afirmou o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk.

Em números

  • Cerca de 80 pessoas estavam no corredor da morte no país, segundo o T

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo