A reunião entre Xi Jinping e Donald Trump está prevista para a próxima quinta-feira (24). É o compromisso mais esperado da viagem de três dias do líder chinês aos EUA e marca sua primeira visita de Estado ao país desde setembro de 2015, quando foi recebido por Barack Obama.
- Política externa de novo governo passa por relações difíceis com Trump, big techs e minerais críticos.
- Lula sanciona lei dos minerais críticos com R$ 5 bi em subsídios e poder de decidir sobre estrangeiros.
- Governo define regra para abolir licença ambiental em pesquisa de minerais.
- O percurso tem três conjuntos de eclusas, e a maior delas, em Madao, tem comportas de 39 metros de altura, equivalente a um prédio de 12 andares.
- As obras começaram em agosto de 2022 e custaram o equivalente a US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões).
As expectativas para o terceiro encontro presencial dos dois em menos de um ano, porém, são modestas. Fontes da Casa Branca têm vazado para a imprensa que o lado americano está trabalhando para assinar um acordo com metas de compra pela China, bem distante de um tratado comercial.
Três temas estão na pauta das duas potências.
O tema das terras raras voltou a ser o ponto mais sensível da relação desde quando Pequim retaliou empresas americanas. Isso ocorreu após o veto da agência reguladora das comunicações nos EUA a robôs e inversores de energia estrangeiros.
Exportadores chineses passaram a cancelar embarques, e cada governo acusa o outro de violar a trégua.
Pequim pode ainda reativar o compromisso de compras de soja, uma promessa feita em maio a Trump e ainda não cumprida integralmente. O comércio do grão é o item com efeito mais direto sobre o Brasil.
As estatais chinesas reservaram cerca de 260 mil toneladas da soja dos EUA no fim da semana passada. Isso ao mesmo tempo em que os embarques brasileiros para a China seguem crescendo.
O tema ganhou peso nos últimos dias, com Washington acusando seis empresas chinesas de treinarem seus modelos com sistemas americanos, prática chamada de destilação.
Xi quer sair com o calendário amarrado: com Trump na Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), na China, em novembro, e o líder chinês confirmado no G20 de Miami, em dezembro.
O país asiático aposta que cúpulas marcadas inibem gestos hostis de Washington.
Por que importa: a pausa é tática para os dois lados. Pequim busca previsibilidade e mantém as terras raras como trava, enquanto o governo Trump diz a todos, menos à China, que usa o intervalo para desmontar essa dependência antes de endurecer de novo.
Para a América Latina, o risco vem em duas frentes. O comércio administrado por cotas fixadas em cúpula tira da soja brasileira a disputa por preço, e a busca por minerais fora da China tende a fazer da região o terreno da briga quando a trégua acabar.
Um Enterro em Xangai, painel pintado pelo chinês Yan Pei-Ming retratando o enterro da mãe do artista. Yan costuma trabalhar misturando memórias familiares, tradição, luto e a condição humana em uma marcante paleta monocromática.
O primeiro navio a cruzar a estrutura completou a viagem na sexta, chegando a um porto na ilha de Hainan. A inauguração coincidiu com a feira anual entre China e Sudeste Asiático em Nanning, capital da província de Guangxi.
A Ópera Nacional da China vai se apresentar no domingo (27) no Sesc Pinheiros de São Paulo. Parte do projeto "Ano da Cultura Brasil-China 2026: Uma História de Amizade", o espetáculo começa às 12h e contará com nomes como o famoso pianista Qiu Lanxi.
A entrada é gratuita. O Consulado da China e a Secretaria da Cultura e Indústria Criativa do Estado de São Paulo vão realizar na quarta (30) uma apresentação dos famosos shows de drone.
O espetáculo vai celebrar elementos culturais do Brasil e da China e acontecerá a partir das 20:00 no Monumento às Bandeiras (próximo ao Parque Ibirapuera). A entrada é gratuita.
O Instituto CPFL recebe até o dia 20 de outubro a exposição imersiva "A Grande Muralha da China". A experiência combina cenografia, projeções, instalações artísticas e recursos interativos para contar a trajetória do monumento desde suas origens até os dias atuais.
Interessados podem visitar a sede do instituto em Campinas de segunda a sexta, das 8h às 17h; sábados, das 10h às 16h.
Em números
- As estatais chinesas reservaram cerca de 260 mil toneladas da soja dos EUA no fim da semana passad
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