Ir para o conteúdo

Quarta-feira, 23 de setembro de 2026 | Corumbá - MS | 26°C Céu limpo

Mundo

IA, soja e terras raras; o que Xi e Trump devem negociar nos EUA

Última visita de Estado do líder chinês ao país foi em 2015, com Barack Obama

4 min de leitura
Mundo — imagem padrão

A reunião entre Xi Jinping e Donald Trump está prevista para a próxima quinta-feira (24). É o compromisso mais esperado da viagem de três dias do líder chinês aos EUA e marca sua primeira visita de Estado ao país desde setembro de 2015, quando foi recebido por Barack Obama.

  • Política externa de novo governo passa por relações difíceis com Trump, big techs e minerais críticos.
  • Lula sanciona lei dos minerais críticos com R$ 5 bi em subsídios e poder de decidir sobre estrangeiros.
  • Governo define regra para abolir licença ambiental em pesquisa de minerais.
  • O percurso tem três conjuntos de eclusas, e a maior delas, em Madao, tem comportas de 39 metros de altura, equivalente a um prédio de 12 andares.
  • As obras começaram em agosto de 2022 e custaram o equivalente a US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões).

As expectativas para o terceiro encontro presencial dos dois em menos de um ano, porém, são modestas. Fontes da Casa Branca têm vazado para a imprensa que o lado americano está trabalhando para assinar um acordo com metas de compra pela China, bem distante de um tratado comercial.

Três temas estão na pauta das duas potências.

O tema das terras raras voltou a ser o ponto mais sensível da relação desde quando Pequim retaliou empresas americanas. Isso ocorreu após o veto da agência reguladora das comunicações nos EUA a robôs e inversores de energia estrangeiros.

Exportadores chineses passaram a cancelar embarques, e cada governo acusa o outro de violar a trégua.

Pequim pode ainda reativar o compromisso de compras de soja, uma promessa feita em maio a Trump e ainda não cumprida integralmente. O comércio do grão é o item com efeito mais direto sobre o Brasil.

As estatais chinesas reservaram cerca de 260 mil toneladas da soja dos EUA no fim da semana passada. Isso ao mesmo tempo em que os embarques brasileiros para a China seguem crescendo.

O tema ganhou peso nos últimos dias, com Washington acusando seis empresas chinesas de treinarem seus modelos com sistemas americanos, prática chamada de destilação.

Xi quer sair com o calendário amarrado: com Trump na Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), na China, em novembro, e o líder chinês confirmado no G20 de Miami, em dezembro.

O país asiático aposta que cúpulas marcadas inibem gestos hostis de Washington.

Por que importa: a pausa é tática para os dois lados. Pequim busca previsibilidade e mantém as terras raras como trava, enquanto o governo Trump diz a todos, menos à China, que usa o intervalo para desmontar essa dependência antes de endurecer de novo.

Para a América Latina, o risco vem em duas frentes. O comércio administrado por cotas fixadas em cúpula tira da soja brasileira a disputa por preço, e a busca por minerais fora da China tende a fazer da região o terreno da briga quando a trégua acabar.

Um Enterro em Xangai, painel pintado pelo chinês Yan Pei-Ming retratando o enterro da mãe do artista. Yan costuma trabalhar misturando memórias familiares, tradição, luto e a condição humana em uma marcante paleta monocromática.

O primeiro navio a cruzar a estrutura completou a viagem na sexta, chegando a um porto na ilha de Hainan. A inauguração coincidiu com a feira anual entre China e Sudeste Asiático em Nanning, capital da província de Guangxi.

A Ópera Nacional da China vai se apresentar no domingo (27) no Sesc Pinheiros de São Paulo. Parte do projeto "Ano da Cultura Brasil-China 2026: Uma História de Amizade", o espetáculo começa às 12h e contará com nomes como o famoso pianista Qiu Lanxi.

A entrada é gratuita. O Consulado da China e a Secretaria da Cultura e Indústria Criativa do Estado de São Paulo vão realizar na quarta (30) uma apresentação dos famosos shows de drone.

O espetáculo vai celebrar elementos culturais do Brasil e da China e acontecerá a partir das 20:00 no Monumento às Bandeiras (próximo ao Parque Ibirapuera). A entrada é gratuita.

O Instituto CPFL recebe até o dia 20 de outubro a exposição imersiva "A Grande Muralha da China". A experiência combina cenografia, projeções, instalações artísticas e recursos interativos para contar a trajetória do monumento desde suas origens até os dias atuais.

Interessados podem visitar a sede do instituto em Campinas de segunda a sexta, das 8h às 17h; sábados, das 10h às 16h.

Em números

  • As estatais chinesas reservaram cerca de 260 mil toneladas da soja dos EUA no fim da semana passad

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo